O Governo de São Paulo confirmou, nesta terça-feira (16), a
expansão dos programas habitacionais para famílias de baixa renda por meio do programa
Casa Paulista, que irá disponibilizar mais 12.349 subsídios habitacionais para
que famílias com renda de até três salários mínimos consigam adquirir suas
casas próprias.
O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas
(Republicanos) durante um encontro no Palácio dos Bandeirantes que reuniu o
secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, o
presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, André do Prado
(PL), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), além de deputados, prefeitos
do interior e Grande São Paulo, vereadores, gestores municipais de habitação,
líderes de entidades do setor imobiliário e representantes da sociedade civil.
“Temos orgulho de dizer, sem sombra de dúvida, que São Paulo
tem o maior programa habitacional do Brasil”, afirmou Freitas ao falar do
projeto. “Neste modelo, o Casa Paulista é maravilhoso porque estamos dando
acesso a famílias que ganham entre um e três salários mínimos e jamais teriam
acesso a habitações de um determinado padrão. Agora, estão podendo realizar
este sonho com subsídios que alavancam o investimento que gera empregos. É por
isso que São Paulo puxou empregos no ano passado e vai continuar puxando porque
nós vamos fazer mais”, reforçou.
Com o novo aporte de R$ 148,7 milhões, o Governo de São
Paulo totaliza 47.320 subsídios do Casa Paulista oferecidos desde 2023, com
investimento de R$ 598 milhões na atual gestão. O Estado viabiliza cartas de
crédito com valores entre R$ 10 mil a R$ 16 mil, dependendo da localização de
cada imóvel, para auxiliar as famílias interessadas a negociar diretamente com
as construtoras, sem a necessidade de sorteios. O benefício é destinado a
famílias que possuem renda mensal de um a três salários mínimos. Com a redução
do valor da entrada, o programa facilita o acesso a financiamentos da Caixa
Econômica Federal. O banco contrata os empreendimentos que recebem aportes do
Governo de São Paulo e analisa a viabilidade de financiamento aos possíveis
compradores.
Dos mais de 12 mil benefícios anunciados nesta terça, 7.724
são referentes a novos aportes, e 4.625 foram remanejados de conjuntos
habitacionais que já foram totalmente vendidos ou cujas unidades ainda
disponíveis são destinadas a público com renda mensal superior a três salários
mínimos.
“Acreditamos efetivamente que vamos resolver as questões
habitacionais de baixa renda através de mecanismos de mercado. Precisamos fazer
com que a população de baixa renda tenha acesso ao mercado formal de compra de
imóveis, este é o grande diferencial do Casa Paulista. Com aportes de R$ 600
milhões desde o ano passado, houve uma indução de investimento de R$ 17 bilhões
em todo o estado. Isso significa em torno de 310 mil empregos gerados, é um
programa de absoluto sucesso”, disse o secretário Marcelo Branco.
Para ampliar a eficiência do programa, o Governo de São Paulo determinou que as construtoras terão até um ano para uso dos subsídios. Após este prazo, os créditos serão remanejados para novos conjuntos habitacionais. A lista de empreendimentos contemplados pode ser consultada no site da Secretaria de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (habitacao.sp.gov.br).
Critérios de prioridade e áreas de risco
O Governo de São Paulo estabeleceu critérios técnicos e
objetivos para priorizar empreendimentos que melhor se enquadram nas políticas
públicas de redução do déficit habitacional.
A análise leva em conta fatores como presença de área de
risco na região dos projetos; análises de inadequação habitacional; locais com
baixas taxas de desenvolvimento humano; municípios com baixa ou nenhuma
participação no programa; análise de demandas das prefeituras; e priorização de
obras não iniciadas e da capacidade de entrega das construtoras.
A prioridade para municípios com alta concentração de casas
em áreas de risco é uma forma pela qual o Governo do Estado alavanca a oferta
de moradia digna. Entre os aportes da etapa anunciada nesta terça, 479 foram
destinados para Itapevi, cidade da Grande São Paulo com 10% das moradias em
áreas de risco. Em Itaquaquecetuba, com 5,96% dos imóveis em áreas de risco,
houve a oferta de 240 cartas de crédito.
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