Quinto lugar e recordes: delegação brasileira fecha Paralimpíadas com campanha histórica

Por Portal Opinião Pública 12/09/2024 - 11:18 hs
Foto: Alessandra Cabral-CPB / Divulgação
Quinto lugar e recordes: delegação brasileira fecha Paralimpíadas com campanha histórica
Delegação brasileira em Paris foi a maior da história do país em Jogos Paralímpicos no exterior

A delegação brasileira conquistou um resultado histórico nos Jogos Paralímpicos de Paris. Pela primeira vez na história, o país fechou o principal evento paralímpico do mundo entre as cinco nações que mais conquistaram medalhas ao longo das competições. Os paratletas brasileiros ganharam 25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes, totalizando 89 pódios, superando assim as performances dos Jogos de Tóquio 2020 e do Rio 2016, quando o país conquistou 72 medalhas.

Com os 25 ouros vencidos em Paris, o Brasil ficou atrás somente da China (94), Reino Unido (49), Estados Unidos (36) e Holanda (27), e obteve sua melhor marca de campeões em uma única edição dos Jogos. O recorde anterior era de 22 medalhas douradas, registrado em Tóquio 2020. Já no total de pódios, a delegação brasileira foi ainda melhor, sendo a quarta com maior número de medalhas, atrás apenas da China (220), Grã-Bretanha (124) e Estados Unidos (105).

A delegação brasileira também ultrapassou a marca de 400 medalhas em Jogos Paralímpicos, terminando com 462 pódios, sendo 134 ouros, 158 pratas e 170 bronzes. Com a marca, o país se aproxima de entrar na lista dos 15 países com mais medalhas em todos os tempos no evento. 

Recordes 

Além de fechar uma campanha entre as cinco melhores nações pela primeira vez nos Jogos Paralímpicos, o Brasil também obteve novos recordes durante o evento. No penúltimo dia de competição, sábado (7), o país teve seu dia mais vitorioso nas Paralimpíadas, com a conquista de 16 medalhas, sendo seis de ouro, três de prata e sete de bronze. Em outras quatro datas (30 e 31 de agosto, 2 e 3 de setembro), a delegação brasileira também teve desempenho notável, amealhando pelo menos dez medalhas nestes dias.

Entre os atletas, os dois maiores destaques da equipe brasileira foram os nadadores Carol Santiago e Gabriel Araújo, o Gabrielzinho. A pernambucana chegou ao seu décimo pódio nos Jogos ao conquistar três medalhas de ouro em Paris. De quebra, ela se tornou a mulher com mais medalhas douradas na história do Brasil, com seis, superando a velocista Ádria Santos, que ao longo de sua carreira venceu quatro ouros.

Já o mineiro Gabrielzinho, além de conquistar a torcida francesa com sua irreverência, foi responsável por três medalhas de ouro para o Brasil, tornando-se também bicampeão paralímpico em duas provas, os 200m livre e os 50m costas, provas nas quais ele havia conseguido o ouro em Tóquio 2020. Já a terceira vitória veio nos 100m costas.

Outra marca importante do país nos Jogos foi a quantidade de atletas participando das competições. Ao todo, 280 competidores participaram desta edição dos Jogos Paralímpicos de Paris (sendo 255 atletas com deficiência, 19 atletas-guia, três calheiros da bocha, dois goleiros do futebol de cegos e um timoneiro do remo), compondo a maior equipe nacional em uma edição do evento fora do Brasil. O recorde de participantes segue sendo a dos Jogos do Rio 2016, ocasião em que o Brasil foi sede e contou com 278 atletas com deficiência.

A representação feminina entre os paratletas brasileiros também foi destaque, com a presença de 117 mulheres em Paris, o que representa 45,88% do total dos competidores. Essa foi a maior convocação feminina brasileira na história dos Jogos Paralímpicos tanto em quantidade quanto em termos percentuais, superando inclusive a edição de 2016, quando o Brasil teve 102 mulheres em sua delegação. No total, as mulheres brasileiras conquistaram 43 medalhas em Paris, sendo 13 de ouro, 12 de prata e 18 de bronze, quarta melhor no quadro de medalhas, atrás de China, Reino Unido e Estados Unidos.