Marcelo Lima é afastado da Prefeitura de São Bernardo do Campo após operação da PF

Por Portal Opinião Pública 14/08/2025 - 15:25 hs
Foto: Divulgação

Polícia Federal investiga suposto esquema de corrupção na Prefeitura; Lima terá de utilizar tornozeleira eletrônica e cumprir outras medidas cautelares 

O prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), foi afastado do Paço Municipal após se tornar alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) que investiga supostos esquemas de corrupção na cidade. A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (14) e já culminou com a prisão de um empresário e de um servidor, de acordo com informações da TV Globo e do portal G1.

Segundo a Polícia Federal, a operação batizada como “Estafeta” visa apurar possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados por suposta organização criminosa que estaria atuando na Prefeitura de São Bernardo do Campo. As investigações foram iniciadas em julho deste ano, depois da apreensão de R$ 14 milhões em espécie (entre reais e dólares), que estavam em posse de um servidor, suspeito de integrar organização criminosa, identificado pela apuração do grupo Globo como Paulo Iran. Ele atua como auxiliar legislativo do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL), na ALESP (Assembleia Legislativa de São Paulo). O parlamentar afirmou que ele será exonerado do cargo.

Durante a investigação, conforme noticiou o portal G1, Iran teve seu celular periciado pela PF, que descobriu sua ligação com Lima. O auxiliar legislativo ainda está foragido.

Além de duas prisões preventivas, os policiais federais cumprem ainda 20 mandados de busca e apreensão em outras quatro cidades da região metropolitana, além de São Bernardo: Mauá, São Paulo, Santo André e Diadema. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Ainda segundo o grupo Globo, o afastamento de Lima terá duração de um ano. A PF chegou a solicitar à Justiça a prisão do prefeito de São Bernardo, o que foi negado. Entretanto, ele precisará utilizar uma tornozeleira eletrônica e cumprir outras medidas cautelares, como não sair de casa à noite e aos fins de semana, não deixar o município sem autorização judicial e não se comunicar com outros investigados.

Com o afastamento de Lima, a cidade passará a ser comandada por sua vice, a sargento da Polícia Militar Jessica Cormick (Avante).

Outras figuras públicas da cidade, como o vereador e atual presidente da Câmara são-bernardense, Danilo Lima (Podemos) – primo de Marcelo – e o suplente a vereança, Ary José de Oliveira (PRTB), também aparecem entre os investigados.

Nesta quinta-feira, Lima – que também preside o Consórcio Intermunicipal Grande ABC - deveria participar da assembleia geral da entidade ao lado dos demais prefeitos das cidades da região e recepcionar o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Contudo, o evento foi cancelado.