Pedido de Atila é rejeitado pela Justiça e ex-prefeito deve ir à julgamento neste mês

Por Portal Opinião Pública 04/09/2025 - 12:32 hs
Foto: Jornal Opinião Pública

O ex-prefeito de Mauá e atual deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil) deverá passar por audiências de instrução e julgamento, nos dias 24, 25 e 26 deste mês, referentes aos desdobramentos das operações “Prato Feito” e “Trato Feito”, das quais é réu. As ações foram deflagradas enquanto ele comandava a cidade, em 2018, para investigar possíveis crimes de corrupção, fraudes em licitação e organização criminosa. As informações são do portal JNC e do jornal Diário do Grande ABC.

De acordo com as publicações, o pedido feito pela defesa do deputado, para a anulação das audiências e do julgamento, baseou-se em uma decisão recente do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, que suspende processos que utilizam provas obtidas junto ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), sem que haja autorização judicial.

Contudo, a solicitação foi negada pelo juiz Rodrigo Marzola Colombini, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, que entendeu que a decisão de Moraes não interrompe ações em andamento. Com isso, a ação seguirá adiante para a fase de instrução, onde testemunhas serão ouvidas sobre o caso.

As operações “Prato Feito” e “Trato Feito” foram deflagradas para investigar possíveis esquemas de fraude em contratos públicos e causaram a prisão de Atila em duas oportunidades, a primeira em maio de 2018 e a segunda em dezembro do mesmo ano. O ex-prefeito, que chegou a enfrentar um processo de impeachment na cidade, acabou sendo solto algum tempo após as prisões e também reverteu a cassação de seu mandato, que chegou ao fim em dezembro de 2020.

Com o prosseguimento da ação, caso Atila seja condenado, ele poderá ficar inelegível nas próximas eleições e também enfrentar uma nova prisão, além do pagamento de multa.