Operação foi desencadeada ainda na madrugada do último domingo (5),
após a notificação de quatro casos de possíveis intoxicação por ingestão de
bebida alcoólica
A Vigilância Sanitária da
Prefeitura de Mauá, em ação conjunta com a Vigilância Estadual e a Polícia
Civil, iniciou na madrugada do último domingo uma ampla fiscalização em bares e
pontos de venda de bebida alcoólica no município. A operação, que segue os
protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, foi motivada pela
notificação de quatro casos suspeitos de intoxicação por metanol (álcool
industrial altamente tóxico).
Os pacientes apresentam condição
estável e estão sendo monitorados. Exames estão sendo realizados para confirmar
a presença do metanol no organismo. A Prefeitura aguarda o resultado da análise
das amostras ao Instituto Adolfo Lutz.
Durante a operação, foram
recolhidas garrafas de uma adega, principalmente whisky, para análise. Como o
proprietário apresentou nota dos produtos e se comprometeu a não vender mais
produtos do mesmo lote, o estabelecimento não foi fechado.
Em outro local vistoriado, o
responsável pelo comércio não apresentou a documentação correta e nem as notas
dos produtos, por isso foi interditado de maneira cautelar.
Alerta e medidas preventivas reforçadas
Apesar dos casos suspeitos
recentes, a Prefeitura de Mauá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, já
havia emitido um alerta urgente para todas as unidades de saúde (públicas e
privadas) no município. O comunicado, datado do último dia 30 de setembro,
seguiu o alerta da Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo devido aos
recentes casos graves de intoxicação por metanol registrados no estado.
As Unidades Básicas de Saúde
(UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais foram orientados a
intensificar a vigilância clínica, adotar protocolos de notificação compulsória
imediata e alertar os pacientes sobre os graves riscos de consumir bebidas alcoólicas
de procedência desconhecida.
A secretária municipal de Saúde,
Eliene de Paula Pinto, reforçou a urgência da situação. “É fundamental que
todos os profissionais de saúde estejam atentos aos sinais de intoxicação por
metanol e atuem com agilidade, seguindo os protocolos definidos. Pedimos à
população que evite consumir bebidas de origem duvidosa e denuncie situações
suspeitas. A vida das pessoas está em risco”.
O metanol pode provocar efeitos
severos como náuseas, vômitos, dor abdominal, visão turva, dificuldade
respiratória, convulsões e, em casos mais críticos, cegueira, coma e até óbito.
O governo estadual enfatizou, em nota técnica de 29 de setembro, que a rápida
identificação dos sintomas e a notificação imediata são cruciais para conter
possíveis surtos e salvar vidas.
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