por enrico pierro
tem momentos em que você realmente segura tudo. se mantém de
pé, sustenta a casa, responde mensagens, resolve problemas, disfarça o medo,
disfarça o cansaço, disfarça o peso. parece que você nasceu com esse papel
colado na testa. alguém que aguenta. alguém que entende. alguém que não quebra.
até que quebra. e aí ninguém entende.
o mundo acostuma com a sua força. quanto mais você entrega,
mais te cobram. quanto mais você segura, mais te sobrecarregam. parece que ser
forte é uma sentença. e o pior é que você mesmo acredita nisso. começa a achar
que não pode vacilar, que não pode chorar, que não pode demonstrar fraqueza,
que não pode pedir ajuda. você começa a confundir força com obrigação. começa a
funcionar no automático. e aí vem o medo de parar. porque se parar, tudo
desaba. e você não sabe mais separar onde termina a responsabilidade e onde
começa o abandono de si.
mas a verdade é que ninguém aguenta o tempo todo. ninguém
nasceu pra suportar tudo. você também sente. também erra. também falha. e
fingir o contrário só adia o colapso. porque fingir força não é ser forte. é se
isolar. é construir uma armadura que não te protege, só te endurece. e o que
endurece demais, uma hora estilhaça.
ser forte o tempo todo é um mito. e um mito cruel. não
existe esse personagem. o que existe são pessoas cansadas tentando manter uma
imagem. e essa imagem, no fundo, não serve pra nada além de te afastar dos
outros e de si. você pode ser referência, pode ser apoio, pode ser exemplo. mas
antes de tudo, você é humano. e isso significa que tem dias em que não vai dar.
em que você vai precisar sumir, respirar, chorar, desabar. e tudo bem.
pedir ajuda não diminui você. admitir que tá difícil não
tira seu valor. pausar não apaga tudo que você já fez. e se alguém achar que
sim, o problema é dessa pessoa — não seu. você não é menos por não aguentar.
você é real. e ser real, nesse mundo de gente fingindo o tempo inteiro, é um
ato de coragem.
então não se cobre mais do que a vida já cobra. você tem o
direito de não ser o pilar todos os dias. tem o direito de se priorizar, de
dizer que não dá, de não estar disponível, de não querer conversar. tem o
direito de falhar e de se refazer. e se alguém não entende isso, talvez não
mereça o seu melhor.
porque a força que importa mesmo não é a que esconde a dor.
é a que reconhece a dor e ainda assim escolhe continuar. mas no seu tempo. no
seu ritmo. sem carregar o mundo inteiro nas costas como se isso fosse virtude.
não é. é abandono. e você não veio até aqui pra se perder de novo.
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