Por Henrique Valença
Mauá é uma das maiores cidades do
estado de São Paulo. São mais de 420 mil habitantes, pertencente ao Grande ABC
paulista e uma população que trabalha, produz e paga impostos todos os dias.
Mas existe um fato que é pouco debatido e que precisa entrar na pauta da
cidade: Mauá não elege um deputado federal diretamente desde as eleições de
1991.
Pode parecer apenas um detalhe da
política, mas, na prática, isso tem impacto direto na capacidade da cidade de
disputar recursos, projetos e investimentos no Governo Federal.
Hoje, cada deputado federal tem
direito a indicar cerca de R$ 39 milhões por ano em emendas parlamentares
impositivas, que são recursos do orçamento da União que o governo é obrigado a
executar. Essas verbas são geralmente destinadas para hospitais, equipamentos
de saúde, obras de infraestrutura, custeio de serviços públicos e investimentos
sociais.
Quando uma cidade tem um deputado
federal com base política local, existe uma tendência de que esses recursos
sejam direcionados prioritariamente para aquela região. Já quando não tem,
esses recursos acabam sendo destinados para outras cidades.
Não se trata de crítica a quem
recebe os investimentos. É natural que cada parlamentar priorize as regiões
onde tem maior compromisso político e eleitoral. A questão é que Mauá acaba
ficando sem uma voz direta nesse processo de disputa por recursos federais, e
isso faz diferença.
Para se ter uma ideia do impacto,
R$ 39 milhões por ano poderiam representar, por exemplo: novas Unidades Básicas
de Saúde, ampliação de serviços no Hospital Nardini, equipamentos hospitalares
modernos, mais investimentos em educação, projetos de infraestrutura urbana e
programas sociais e de inclusão
Ao longo de uma década, estamos
falando de centenas de milhões de reais que poderiam fortalecer políticas
públicas dentro da própria cidade.
Além dos recursos, existe outro
ponto que também é importante: a representação política. Deputados federais
participam de decisões estratégicas no Congresso Nacional, discutem orçamento,
aprovam leis, articulam políticas públicas e têm acesso direto aos ministérios
e aos principais centros de decisão do país.
Ter alguém com vínculo direto com
a cidade significa ter alguém levando as demandas locais para dentro das
decisões nacionais. Mauá tem força econômica, uma população considerável e tem
papel relevante na região do ABC. Portanto, é mais que legítimo que a cidade
também busque ampliar sua presença institucional em Brasília, independente de
questão partidária, se trata de uma avaliação de representatividade e
desenvolvimento. Talvez tenha chegado a hora de a cidade também ter uma voz
própria no Congresso Nacional.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
BRK Explica | Do rio à torneira e de volta à natureza: como funciona o ciclo do saneamen...
GCM de Mauá prende dois indivíduos por furto de cabos elétricos no Parque São Vicente
Excesso de cloro em piscinas pode causar intoxicação respiratória e até pneumonia quí...
Mauá perde até R$ 39 milhões/ano por falta de representação em Brasília
Professor Fernando da Informática - Desafios da inteligência artificial no âmbito social e profissional
Daniel Alcarria - Nossa Mauá ontem e hoje
Editorial Revista SUCESSO - Editorial Revista SUCESSO - Edição 109
Dra. Paula Franco Freire Biason - Médica Veterinária - Ansiedade canina
Dra. Carolina Tavares de Sá - O advento da tecnologia e a utilização das ferramentas de inteligência artificial pelo Poder J...