por enrico pierro
esses dias eu estava vendo imagens da guerra. mísseis
cruzando o céu, explosões, sirenes, prédios atingidos — aquela coreografia
trágica que a humanidade insiste em repetir há séculos. mas teve uma coisa que
me chamou atenção de um jeito quase constrangedor: as luzes.
os prédios continuavam acesos. janelas iluminadas, ruas
funcionando, apartamentos com gente provavelmente assistindo à própria guerra
pela televisão. bomba de um lado, sirene do outro… e a energia elétrica firme,
disciplinada, trabalhando normalmente. foi impossível não pensar no brasil.
ou melhor: em qualquer cidade brasileira quando resolve cair
uma tempestade um pouco mais caprichada.
aqui o processo é quase científico. o vento começa a soprar,
o céu escurece, alguém comenta “acho que vem chuva” e imediatamente nasce uma
tensão coletiva que todo brasileiro conhece bem. não é medo da chuva. é medo da
luz.
cinco minutos antes você pagava contas no aplicativo do
banco, via notícias no celular e pedia comida por aplicativo.
cinco minutos depois está andando pela casa com o celular na
mão tentando iluminar o caminho até a cozinha, procurando velas como se fosse
personagem de novela de época.
a geladeira vira objeto decorativo, o wi-fi entra em estado
de luto e a casa inteira ganha um silêncio estranho. às vezes não é um apagão
rápido. são dois dias sem luz. três.
o curioso é perceber que existem lugares do mundo onde caem
bombas e a cidade continua iluminada. aqui não precisa de guerra. basta chover.
e talvez essa seja nossa grande tecnologia estratégica:
enquanto o resto do planeta discute mísseis e sistemas de defesa, nós já
dominamos algo muito mais avançado.
conseguimos derrubar uma cidade inteira com uma nuvem.
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