João Doria e Márcio França disputarão eleição para governador de SP no segundo turno

Por Portal Opinião Pública 08/10/2018 - 09:45 hs
Foto: Roberto Setton/Alexandre Battibugli/VEJA

João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) decidirão em segundo turno, no próximo dia 28, quem será o futuro governador de São Paulo. O resultado ficou matematicamente confirmado às 22h, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 100% das urnas apuradas, às 23h17, o tucano obteve 6.431.427 votos (31,77%) no primeiro turno e o pesebista, 4.358.887 votos (21,53%), segundo o TSE. Paulo Skaf (MDB) recebeu 4.269.743 votos (21,09%) e ficou em terceiro lugar.

Com uma diferença de 89.414 mil votos entre o segundo e terceiro colocados, quando a apuração estava em 98% das urnas ainda não era possível saber quem disputaria o segundo turno com Doria.

Depois de 16 anos, a eleição para o governo de São Paulo foi para o segundo turno, a última vez foi em 2002, entre José Serra (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT). Após confirmação de que haverá segundo turno, Doria e França fizeram pronunciamentos.

Doria disse ter orgulho de ter vencido em São Bernardo do Campo e na região metropolitana, considerados redutos petistas. "[Vou] combater o PT, o petismo e as vigarices".

"Serei duríssimo com o adversário Márcio França. Contra a esquerda, contra genéricos do PT, serei o mesmo João Doria que venceu o PT em São Paulo. Pois a esquerda do Márcio França será derrotada pelos mesmos brasileiros que derrotaram Lula e o PSDB", afirmou.

O tucano também deixou claro o seu apoio a Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno à Presidência.

Doria começou seu discurso cumprimentando seu padrinho político e candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, por ter sido um guerreiro em uma campanha difícilima. Também cumprimentou os adversários.

Em seu discurso após o resultado, o atual governador, Márcio França, afirmou que "percebeu o movimento que alguma pesquisa fez sobre a queda do Skaf" "Era um fardo difícil de carregar que era a história do MDB, que a gente já sabia disso, ele é meu amigo pessoal, os filhos dele são meus amigos, a família, mas ele, com razão, mas eu disse a ele: 'olha Paulo, eu vou entrar nessa disputa e o fardo de você carregar o MDB vai ser muito difícil, mas ele tentou de todo jeito, foi até o final e a diferença foi muito pequena e demonstra o mérito que ele tem”, disse.

No Twitter, França agradeceu o apoio e a "forte arrancada". "Fé em Deus. Quem conhece confia. Muito obrigado pelo grande apoio e forte arrancada. Foi uma virada emocionante e vamos com mais força para Vitória. Aqui tem palavra! São Paulo avança!".

Em terceiro lugar, Skaf agradeceu aos eleitores. "Só tenho que agradecer às milhões de pessoas que votaram em mim, que se mobilizaram voluntariamente em todo o estado. Fizemos uma campanha sem coligação, com os adversários com três vezes mais tempo de televisão e rádio", disse o mdebista.

Segundo a apuração do TSE:

Luiz Marinho (PT) obteve 2.563.737 (12,66%)
Major Costa e Silva (DC), 747.448 (3,69%)
Rogerio Chequer, 673.094 (3,32%)
Rodrigo Tavares (PRTB), 649.720 (3,21%)
Professora Lisete (PSOL) obteve 507.228 (2,51%)
Professor Claudio Fernando (PMN) 28.665 (0,14%)
Toninho Ferreira (PSTU), 16.201 (0,08%)

As candidaturas de Marcelo Candido (PDT) e Lilían MIrando (PCO) estão sob júdice e os votos não foram computados.

Foram registrados 1.801.680 votos brancos (6,95%) e 3.542.418 votos nulos (13,67%). A abstenção chegou a 7.110.741 de eleitores (21,53%).

Votação em Mauá

Em Mauá, o candidato ao governo mais votado foi João Doria, com 46.714 votos, em segundo, Márcio França teve 34.568, em terceiro, Paulo Skaf teve 34.339 votos, Luiz Marinho teve 32.875. Em quinto, Major Costa e Silva, 8.875; Rodrigo Tavares, 6.403; Rogério Chequer, 4.691; Professora Lisete, 4.290; Prof. Claudio Fernando, 467; Toninho Ferreira, 138; Marcelo Cândido (PDT) e Lilian Miranda (PCO) estão sob judice e não tiveram votos computados.