Empresário preso na Operação Callichirus é filho do ex-vice-prefeito de Mauá, Márcio Chaves

Por Portal Opinião Pública 16/11/2018 - 10:26 hs
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Reprodução

 

Empresário de Mauá preso no âmbito da Operação Callichirus, desdobramento da Operação Sevandija, Murilo Finardi Pires é filho do ex-vice-prefeito de Mauá, ex-secretário de Saúde do município mauaense e hoje secretário de Saúde de Santo André, Márcio Chaves Pires (PSD). Murilo teve prisão preventiva decretada, suspeito de ser “laranja” de Marco Antonio dos Santos, ex-gestor do Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto). A defesa dele nega.

Murilo foi preso em Mauá e levado na terça-feira (13) ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. O mandado de prisão foi expedido pela 4ª Vara Criminal da cidade do Interior, a pedido do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público.

A acusação do Gaeco apontou que a empresa que Murilo é proprietário, a MPM Consultora em Projetos e Engenharia, teria sido utilizada para que R$ 2 milhões chegassem a Marco Antonio.

A MPM possui contrato com a Aegea, empresa de saneamento que tinha relações com o governo de Dárcy Vera, ex-prefeita de Ribeirão Preto e atualmente presa acusada de corrupção nas primeiras etapas da Operação Sevandija, que investiga desvio de dinheiro em sua administração em Ribeirão Preto.

Ainda conforme o Gaeco, Murilo teria adquirido um imóvel em Bertioga, no Litoral paulista, que posteriormente, foi trocado por um flat na Vila Olímpia, na Capital.

Agentes do Gaeco garantem haver depoimentos e fotos que comprovam que Murilo foi “laranja” na negociação, uma vez que os imóveis pertencem a Marco Antonio.

Advogado de Murilo, Cristiano Ávila Maronna declarou que ainda não teve acesso aos autos. “Acreditamos que as acusações não têm consistência. Acredito que tudo será esclarecido. Estive na terça-feira e na quarta em Ribeirão, conversei com o Murilo, ele alega inocência. Mas precisamos ter acesso a todos os documentos para tecer análise mais aprofundada”. A linha de defesa será mostrar que Murilo é proprietário real do imóvel.