O feriado da Consciência Negra foi um dia de celebração, mas também de luta, resistência e conscientização sobre racismo e desigualdade racial no Grande ABC. Com públicos menores do que nas atividades no ano passado devido à emenda do feriado e ao tempo frio e de garoa constante, os atos reuniram poucos munícipes em Mauá.
Na Praça 22 de Novembro, no Centro da cidade, ocorreu a concentração da 12ª Marcha para Zumbi dos Palmares. Organizado pela ADCC (Associação Desportiva e Cultural de Capoeira) Filhos de Ghandi, o evento reuniu cerca de 70 pessoas, que caminharam até a Praça da Bíblia, na Vila Bocaina.
O mestre de capoeira Gilsasio Pereira de Oliveira, gerente de promoção de direitos da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania e um dos organizadores do evento, afirmou que as atividades como essa servem para marcar a importância de políticas de promoção da igualdade racial. “Não estamos enquadrados nessas iniciativas”, destacou.
“Nossa gerência tem a missão de atuar de forma transversal, com a pasta da Saúde, focando em atendimentos para a população negra; com a Educação, cobrando o ensino de história afrobrasileira, mas existe muita resistência por parte dos gestores”, afirmou Oliveira.
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