Alaíde Damo assume Prefeitura de Mauá

Por Portal Opinião Pública 28/12/2018 - 13:33 hs
Foto: Reprodução / Repórter Diário

 

A vice-prefeita de Mauá, Alaíde Damo (MDB) assumiu interinamente na quinta-feira (27) a administração da cidade, no lugar deixado pelo prefeito Átila Jacomussi (PSB), investigado por corrupção e preso há 15 dias pela Polícia Federal. Alaíde Damo tomou posse às 17hs na sede da Prefeitura após conversar com o secretário de governo e com o secretário de administração.

Ela já tinha ido pela manhã à Prefeitura, acompanhada pelo marido, Leonel Damo, que também já foi prefeito de Mauá, por duas vezes. A posse só deu certo depois de muita negociação. Alaíde voltou a dizer que vai trocar secretários porque não confia na equipe do antecessor.

De acordo com a Lei Orgânica do Município, o prefeito pode se afastar por 15 dias sem justificativa. A mesma lei não exige, porém, que a vice assuma o posto durante esse afastamento, só depois do fim desse prazo.

Átila Jacomussi é acusado de lavagem de dinheiro e desvio de verba da merenda num esquema que envolvia assessores, empresários e 22 dos 23 vereadores da cidade, segundo a Polícia Federal.

Foi justamente o fim do prazo do afastamento que gerou a polêmica. A gestão atual e a base aliada do prefeito preso diziam que a vice só poderia assumir nesta sexta-feira (28). Ela insistia que a data certa seria nesta quinta.

Na tarde de quinta, 15 vereadores assinaram um requerimento para suspender o recesso parlamentar e discutir o impeachment de Jacomussi. A mesa diretora da Câmara de Mauá tem quatro dias para analisar o pedido.

Na quarta-feira (26), vereadores decidiram interromper o recesso para votar um pedido de afastamento de um mês feito pelo próprio prefeito.

Pelo menos 18 vereadores foram à Câmara, mas só 9 estavam no plenário na hora da votação. Por falta de quórum, o presidente da Casa, Admir Jacomussi, que é pai do prefeito, adiou a sessão.

O adiamento foi visto como uma manobra para atrasar outra votação: a do impeachment do prefeito. Por isso, os vereadores protocolaram um requerimento pedindo uma sessão extraordinária para votar se vão abrir o processo de impeachment ou não. Agora, o presidente da Câmara tem no mínimo dois dias para marcar a data desta nova sessão.