A Câmara de Mauá levantou recesso nesta quarta-feira (16) para votar os pedidos de impeachment contra o prefeito afastado Atila Jacomussi (PSB), preso desde o dia 13 de dezembro de 2018 no âmbito da operação “Trato Feito”, conduzida pela Polícia Federal. E o resultado não foi dos melhores para o socialista: os parlamentares aprovaram dois pedidos de impeachment contra ele. Ao todo, sete documentos pedindo a cassação do mandato do prefeito, eleito em 2016, foram protocolados no Legislativo.
A votação começou com um clima tenso. No plenário, grupos que defendiam o prefeito afastado e munícipes que pediam pela cassação de seu mandato, reagiam a cada pronunciamento. Mas entre os 21 vereadores, não houve muitas discordâncias. Dessa forma, 19 parlamentares disseram sim ao primeiro pedido analisado, que tratava das denúncias contra o socialista na operação “Trato Feito” e que foi protocolado pelo PT (Partido dos Trabalhadores) e por outras entidades. Somente o vereador Admir Jacomussi (PRP), pai de Atila, foi contrário à decisão, discursando, inclusive, de forma inflamada em defesa do socialista. “Essa denúncia é uma injustiça. O pedido de impeachment não tem fundamento. Atila é inocente e ele daria a vida por essa população”, afirmou o ex-presidente da Câmara, ressaltando ainda que seu filho chegou ao Paço Municipal por ter sido vencedor do pleito de 2016, e não por nomeação.
Já o vereador Ricardinho da Enfermagem (PTB) se absteve de votar, fato que levou até mesmo a uma pausa da sessão para avaliar se o parlamentar podia manter seu posicionamento, enquanto Betinho Dragões (PR) e Severino do MSTU (PROS) não compareceram à sessão.
No segundo pedido de impeachment aprovado – o último lido durante a sessão – os vereadores mauaenses mantiveram seus posicionamentos. Assim, 18 parlamentares (o vereador Francisco de Carvalho Filho, o Chico do Judô – Patriota – precisou se ausentar ao se sentir mal) novamente acataram a denúncia, enquanto Admir Jacomussi votou contra e Ricardinho da Enfermagem, novamente, absteve-se. Os outros cinco documentos foram recusados, por conterem denuncias semelhantes ao primeiro acatado.
A sessão extraordinária também definiu as duas comissões especiais que irão analisar os dois pedidos acatados pela Casa de Leis mauaense. A primeira comissão, que avaliará o pedido de cassação referente à operação “Trato Feito” será formada por Sinvaldo Carteiro (DC), como presidente, por Joelson Alves do Santos, o Jotão (PSDB), como relator, e por Ivan Stella (Avante), como membro. Já a segunda comissão, que analisará a vacância do prefeito, terá na presidência o vereador Cincinato Freire (PDT), o relator Samuel Ferreira dos Santos, o Samuel Enfermeiro (PSB), e o membro Helenildo Alves da Silva, o Tchacabum (PRP).
Após o fim da sessão, o presidente da Câmara Vanderley Cavalcante da Silva – o Neycar, e os presidentes das duas comissões concederam uma entrevista coletiva, onde explicaram como se darão os trabalhos daqui em diante. Segundo os parlamentares, as analises deverão ser independentes, por analisarem fatos distintos. Porém, os membros dos dois grupos deverão se reunir o mais rápido possível para discutir o tema.
Defesa de Atila se pronuncia
Logo após o fim da sessão extraordinária onde foram acatados dois pedidos de impeachment contra Atila Jacomussi, a defesa do prefeito afastado se pronunciou por meio de uma nota oficial. O texto foi compartilhado nas redes sociais pela esposa do socialista, Andreia Rolim Rios – ex-secretária de Políticas Públicas para Mulheres – e por correligionários de Atila, como seu ex-chefe de Gabinete Marcio Souza.
Na nota, o advogado de Atila, Daniel Leon Bialski, esclarece que “a abertura do processo de impeachment é muito mais político do que jurídico. Por isso, espera-se que o processo e o julgamento sejam feitos de forma justa, observando-se os princípios da legalidade, imparcialidade e respeitando o direito de defesa - algo que a polícia que conduziu as investigações não fez. As acusações contra o prefeito Atila Jacomussi são apenas falácias, baseadas muito mais na opinião e no arbítrio da polícia do que em fatos, testemunhas e provas. Inclusive, chama a atenção ter feito a investigação mesmo falecendo-lhe competência, já que os fatos deveriam ser investigados pela Polícia Civil e julgados pela Justiça Estadual, como já declarou e requereu o próprio Ministério Público. Enfim, não há qualquer prova, testemunha ou gravação que mostre o recebimento de dinheiro ou atos ilícitos praticados diretos ou indiretamente pelo prefeito. Muito pelo contrário, a vida política de Atila sempre foi pautada pela honestidade e correção”.
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