Admir Jacomussi aponta irregularidade em um dos pedidos de impeachment contra Atila

Por Portal Opinião Pública 18/01/2019 - 14:04 hs
Foto: Gislayne Jacinto

 

Admir Jacomussi (PRP), vereador de Mauá e pai do prefeito preso Atila Jacomussi (PSB), protocolou na quinta-feira (17) representação na Câmara Municipal em que tenta derrubar um dos pedidos de impeachment contra o filho. O requerimento questiona a legalidade da denúncia de autoria de Davidson Rodrigues de Souza, que se auto intitula presidente do PSL local.

No despacho, o parlamentar sustenta que Davidson não é presidente de fato do diretório municipal do PSL. Se comprovada, a irregularidade comprometeria a denúncia, já que provocaria espécie de falsidade documental. A peça aceita em plenário pela maioria dos vereadores, na sessão extraordinária da última quarta-feira (16), cita textualmente que Davidson é “presidente do diretório municipal do PSL”.

No site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o diretório do partido em Mauá encontra-se suspenso desde fevereiro do ano passado por falta de prestação de contas.

Para completar, essa mesma executiva sequer era presidida por Davidson (consta o nome de Jonathan Feitosa Sampaio), que aparece como secretário-geral do diretório.

Cassação
Dois pedidos de impeachment de Atila foram aprovados pelos vereadores na quarta. Um deles, protocolado pelo PT, acusa o prefeito de quebra de decoro pelos fatos narrados no inquérito da PF (Polícia Federal), que acusa Atila de receber propina de empresas fornecedoras do Paço e de pagar mensalinho aos vereadores.

Já o segundo, ingressado por Davidson, fala em vacância do cargo de prefeito. A denúncia sustenta que Atila teria abandonado a função ao ficar mais de duas semanas afastado sem autorização legislativa. O prefeito está preso desde 13 de dezembro, quando foi detido pela segunda vez, no âmbito da Operação Trato Feito.