Julgamento de Atila Jacomussi no TRF-3 é adiado

Por Portal Opinião Pública 22/03/2019 - 08:57 hs
Foto: Jornal Opinião Pública

 

Por pedido do advogado Daniel Bialski, o desembargador Maurício Kato, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) adiou o julgamento do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), que aconteceria na quinta-feira (21), na Capital. O socialista seria julgado pelo que foi apresentado na Operação “Prato Feito”, da Polícia Federal, decretada no ano passado e que culminou na prisão do chefe do Executivo por 37 dias. A expectativa é que o julgamento ocorra apenas no dia 16 de maio, quando acontecerá a próxima sessão presencial da quarta seção do tribunal, do qual Maurício Kato, que é relator do caso, faz parte.

Bialski pediu o adiamento do julgamento porque no mesmo horário um outro cliente (de nome não revelado) também seria julgado. O pedido acabou aceito e ainda não há uma nova data para a avaliação das acusações contra Jacomussi.

A Operação “Prato Feito” investigou suposto esquema de desvio de verbas que seriam destinadas para a merenda escolar. A princípio, valores que seriam pagos para empresas que venceram licitações para fornecer a alimentação aos alunos pagariam propina para políticos.

Em Mauá, a investigação aponta escutas telefônicas que teoricamente indicam que empresários pagaram propinas para o prefeito e que as negociações aconteciam com um suposto intermediário, no caso, o ex-secretário de Governo, João Gaspar (PCdoB), ainda na época em que Atila era deputado estadual e Gaspar seu assessor. Tudo isso para que tais empresas tivessem vantagem em licitações para a compra de merendas.

A defesa do prefeito mauaense afirma que como a merenda escolar na cidade é realizada pela própria Prefeitura, não teria como haver algum esquema de corrupção.

No dia 9 de maio de 2018, dia da primeira prisão de Atila Jacomussi e João Gaspar, foram achados R$ 87 mil em espécie na casa do prefeito – que o mesmo alega ser dinheiro oriundo de pagamento de alugueis, e R$ 588 mil, US$ 1,3 mil e 2.985 euros na casa do ex-secretário. Além disso, algumas agendas foram encontradas no apartamento de João Gaspar.