Morte de macaco em área entre Mauá e Ribeirão Pires põe região em alerta para febre amarela

Por Portal Opinião Pública 13/12/2017 - 13:27 hs
Foto: Nario Barbosa / DGABC

As prefeituras de Mauá e Ribeirão Pires investigam as causas da morte de um macaco da espécie sagui-de-tufos-pretos, encontrado em área de mata na divisa entre as duas cidades, região conhecida como Sete Cruzes, há seis dias.

Análise de material coletado do primata e encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, indicará se o animal estava infectado pelo vírus da febre amarela.

Conforme a Defesa Civil de Ribeirão Pires, o corpo do macaco foi encontrado por moradores em área de mata fechada e recolhido pelo órgão municipal. Por se tratar de área de divisa, todos os procedimentos estão sendo realizados em conjunto com a Prefeitura de Mauá.

Os órgãos públicos aguardam resultado da análise sobre a causa da morte do sagui-de-tufos-pretos para saber se o vírus da febre amarela circula pela região e, em caso positivo, quais medidas serão necessárias.

Apesar da preocupação em relação à possibilidade do avanço da doença, as vigilâncias de Saúde alertam para que a população não maltrate macacos encontrados, já que os animais não são transmissores da febre amarela. Apenas mosquitos são capazes de propagar o vírus, por meio da picada.

Febre amarela

Desde julho de 2016 até novembro deste ano a Secretaria Estadual da Saúde já contabilizou 2.147 casos de morte ou adoecimento de primatas não humanos, como macacos, bugios e outros, sendo que 501 animais – 74% deles na região de Campinas – ficaram doentes ou morreram em razão da febre amarela.

O aumento dos casos da doença no Estado já motivou o fechamento de pelo menos 15 parques públicos e a intensificação de monitoramento dos órgãos estaduais de vigilância em Saúde. Além disso, está sendo reforçada a vacinação contra a febre amarela na Zona Norte da Capital e nas regiões de Jundiaí, Alto Tietê e Osasco.

Até a última terça-feira (12), foram confirmadas dez mortes de humanos por febre amarela silvestre no Estado de São Paulo. Na região, apenas Santo André registrou óbitos em razão da doença: a professora Thalita Beneduzi, 28 anos, em 16 de fevereiro. Thalita tinha viajado a cidade de Capitólio, em Minas Gerais.

Não existem casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. A principal arma contra a doença continua sendo a vacinação, prevista no Programa Nacional de Imunizações e oferecida em postos do SUS (Sistema Único de Saúde).

Fonte: Diário do Grande ABC