Má gestão da saúde vira alvo de debate proposto por Marcelo Oliveira

Por Portal Opinião Pública 25/07/2019 - 09:45 hs
Foto: Divulgação

Vereador realizou audiência pública para discutir o serviço oferecido pela Fundação do ABC na cidade, o qual apresenta uma série de irregularidades e falta de atendimento adequado à população

Único parlamentar de oposição e consequentemente principal crítico ao atual governo em Mauá, o vereador petista Marcelo Oliveira tem atuado de maneira propositiva no Legislativo. Segundo o parlamentar, a cidade retrocedeu na gestão Atila Jacomussi-Alaide Damo. "Não há diferença entre eles. Atila e Alaide representam o mesmo projeto, do qual fomos contrários durante a eleição passada e agora o povo sente na pele", afirma. Uma das principais lutas do parlamentar é a de tentar reerguer o município, "afundado em problemas financeiros, administrativos e de total falta de gestão". E na opinião de Marcelo Oliveira, uma das áreas que mais carecem de atenção é a saúde. "Mauá hoje está na UTI, infelizmente", sugere o vereador ao explicar os motivos que o levaram a convocar uma audiência pública para debater a saúde. Desde o inicio deste mandato, Marcelo Oliveira tem apresentado diversos documentos na Câmara questionando o Poder Público em relação à uma série de irregularidades cometidas pela Fundação, com aval da Prefeitura, na Saúde. "Não podemos continuar desta maneira. A população precisa ter atendimento digno. É impossível ficar inerte frente a tantos problemas, que vão desde a demissão em massa de funcionários sem o devido pagamento de direitos trabalhistas, passando pela ausência de médicos em unidades, demora excessiva no atendimento, longa espera para a realização de exames e falta de medicamentos", aponta. Marcelo Oliveira acredita que a audiência pública, realizada no dia 18 deste mês, "foi um passo importante para minimizar o sofrimento dos moradores de Mauá". Destaca-se a presença de representantes dos Poderes Legislativo, Executivo, Judiciário (Ministério Público) do SindSaúde ABC e, principalmente, da população. A seguir, os principais trechos de nossa conversa com o vereador Marcelo Oliveira.

Por que organizar uma audiência pública para debater o contrato da Fundação do ABC em Mauá?

Depois dtantos documentos apontando problemas, solicitando informações e pedindo providências em relação à situação da saúde em Mauá, todos sem resposta satisfatória, nosso mandato resolveu chamar a responsabilidade e, por meio de um instrumento que está ao nosso alcance, que é a audiência pública, convidar diretamente os interessados para o debate. A discussão foi importante porque teve uma expressiva participação popular, além da presença dos representantes dos poderes Legislativo e Executivo, do Ministério Público e do SindSaúde ABC, os quais não se furtaram do debate, demonstrando abertura no sentido de minimizar os problemas de atendimento à população. E essa é a nossa intenção. Nosso mandato foi o mediador do conflito, e seguiremos cobrando ações rápidas e eficientes. 

O senhor é um dos maiores críticos neste mandato com relação às práticas do governo Atila-Alaide e Fundação do ABC na saúde de Mauá. Qual a sua principal crítica?

Primeiramente, uma série de cargos existentes no quadro de funcionários da Fundação do ABC foi utilizada para outros fins. Em segundo plano, nem a Prefeitura, muito menos a Fundação do ABC, sabem ao certo o montante da dívida existente no contrato. As demissões em massa dos trabalhadores da saúde, sem o pagamento das verbas rescisórias, comprometeu a prestação de serviços à população. E, por fim, o contrato foi extinto em julho de 2018, sendo pago em regime indenizatório, o que contrária à lei.

Qual a avaliação da audiência pública?

A Câmara ouviu os esclarecimentos de todas as partes envolvidas e estas assumiram o compromisso de promover uma definição ao tema o mais rapidamente possível. Foi um passo importante para encontrarmos um caminho e um projeto viável à saúde de Mauá. Nossa meta é continuar fiscalizando, cobrando e propondo medidas para que este tema tão importante à população deixe a UTI.