Wagner Rubinelli defende o programa Tolerância Zero para enfrentar a violência e o crime em Mauá

Por Portal Opinião Pública 25/07/2019 - 17:30 hs
Foto: Divulgação

 

Não são apenas os países em desenvolvimento como o Brasil que enfrentam, há décadas, problemas graves de segurança urbana. Nos anos 80 e 90, a violência também atingiu índices alarmantes em metrópoles dos Estados Unidos. Para superar o que foi caracterizado como “epidemia de crimes”, cidades como Nova York e Chicago adotaram a política de tolerância zero.

O sistema baseou-se no princípio da repressão inflexível a crimes menores para promover o respeito à legalidade e promover a redução de crimes. Wagner Rubinelli defende a aplicação desse programa em Mauá.

Em Nova York, depois da aplicação da política iniciada em 1994, durante o mandato do então prefeito Rudolph Giuliani, os assassinatos diminuíram 61% e a prática de crimes em geral caiu 44%. A iniciativa aumentou o policiamento ostensivo nas ruas e as punições a contravenções e crimes menores, como pequenos furtos e danos ao patrimônio.

O conceito que deu origem ao modelo de segurança pública Tolerância Zero foi a teoria das Janelas Quebradas, um texto publicado em 1982 pelo cientista político James Q. Wilson, e pelo psicólogo criminalista George L.Kelling, na revista Atlantic Monthly.

O argumento dos autores considera um prédio com algumas janelas quebradas. Eles defendem que, se elas não forem reparadas, a tendência é que os vândalos quebrem mais algumas janelas. Eventualmente, o prédio pode até mesmo ser invadido se estiver desocupado, como efeito do aspecto de depredação.

“Os autores usaram essas imagens para explicar que a criminalidade pode aos poucos se infiltrar em uma comunidade, provocando sua decadência e destruição. Se a janela quebrada não for imediatamente consertada, as pessoas que passam pela rua podem pensar que ninguém se importa com o local e, portanto, não há um responsável ou autoridade para manter a ordem”, disse Wagner Rubinelli.

Rubinelli, que foi Deputado Federal e membro da Comissão de Combate ao Crime Organizado e Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal defende que esse programa seja adotado em Mauá, e destaca que Mauá só voltará a ser uma cidade segura com medidas efetivas de combate ao crime como essa.