Sabesp considera proposta inviável e crítica Sama

Por Portal Opinião Pública 22/12/2017 - 11:20 hs
Foto: Reprodução / Jornal Nossa Cidade

A Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) pretende incluir a BRK Ambiental, concessionária do saneamento na cidade, no debate que tem feito com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) acerca do valor da dívida que a estatal cobra. Na quarta-feira (20), a empresa paulista rejeitou a proposta da autarquia mauaense para a amortização da dívida, estimada em cerca de R$ 2 bilhões – o município não concorda com esse valor.

Superintendente da Sama, Israel Aleixo (PSB) explicou que a ideia, a partir da recusa da Sabesp, é questionar junto à BRK a arrecadação do serviço na cidade. Atualmente, é a empresa que emite as faturas e, consequentemente, recebe os pagamentos. Só depois que parte dos recursos – o município diz receber apenas 40% - é transferida à Sama.

“Entendo que não tem como não envolver a BRK, uma vez que é a empresa que recebe os valores e depois repassa à Sama. Se não for para reverter isso (passar para a autarquia municipal a gerência da arrecadação), que a BRK, pelo menos, mostre os números”, disse Aleixo.

De acordo com a Sabesp, a autarquia mauaense havia proposto a pagar, de forma escalonada, a fatura integral emitida pela Sabesp pela venda de água no atacado. A gestão do prefeito Atila Jacomussi (PSB) pretendia iniciar pagando 20% do total da conta e esse número aumentaria gradativamente até chegar aos 100%, em 2023.

A Sabesp considerou a proposta da Sama “inviável” e ainda fez uma crítica a empresa municipal. “A Sama propõe, por exemplo, o perdão de 90% da dívida e a regularização dos pagamentos somente daqui a sete anos. Segundo a Sabesp, a população de Mauá paga mensalmente suas contas de água à Sama, mas a autarquia, por sua vez, não paga a água comprada da Sabesp. Os valores não pagos pela Sama são cobrados na Justiça e a população do município, em última instância, é quem sofre as conseqüências”, diz a nota da estatal.