Rogério Lopes defende projeto de lei que criminaliza a fabricação, comercialização e uso do cerol e linha chilena

Por Portal Opinião Pública 01/08/2019 - 11:45 hs
Foto: Divulgação

 

São cada vez mais comuns as notícias que relatam acidentes causados pelo uso proibido do cerol em linhas de pipa. O ato constitui crime, mas isso não impede que ele ocorra, sendo que é possível, inclusive, encontrar estabelecimentos que vendam o cerol já fabricado. Por este motivo o presidente do instituto Apoio Brasil, Rogério Lopes, defenderá junto com as mais de 180 presidências municipais espalhadas pelo Estado de São Paulo, o PL 7.598 de 2017, que altera o decreto 2.848, de 7 de Dezembro de 1940, do código penal, que tipifica como crime a fabricação, comercialização e o uso de linha em que se acrescente substância ou material que altere sua composição e a transforme em objeto perfurante ou cortante, com pena de 2 a 5 anos de detenção e multa.

"São muitos casos com vítimas, inclusive fatais, ao longo do tempo. Porém, essas situações se intensificaram muito nos últimos anos e alcançaram seu ápice nos últimos meses no Brasil, principalmente com a introdução da linha chilena, que é quatro vezes mais letal do que o cerol caseiro. Casos de óbito, como o de uma gaúcha de 34 anos que voltava do trabalho e teve o pescoço quase dilacerado, ou o de um rapaz de Betim, em Minas Gerais, que teve que amputar a perna interrompendo o sonho de ser jogador de futebol, estão cada vez mais comuns. Precisamos nos mobilizar e acabar com esta verdadeira arma branca que anda dizimando famílias pelo país afora", afirmou Rogério Lopes, que também é chefe da Gerência de Zoonoses de Mauá e presidente da Acaapesp (Associação dos Consultores, Assessores e Articuladores do Estado de São Paulo).