Casos de câncer de pele têm alta de mais de 30% na região

Por Portal Opinião Pública 08/01/2018 - 11:28 hs
Foto: Reprodução

Com as altas temperaturas do verão, muita gente busca a exposição solar para garantir um bronzeado. No entanto, é preciso se cercar de cuidados para não entrar para as estatísticas alarmantes sobre o tipo de câncer mais frequente no país: o de pele.

De acordo com registros do DataSus (banco de dados do Ministério da Saúde), de janeiro a outubro de 2017 (último mês em que há informações no sistema), as neoplasias malignas de pele contabilizaram 284 internações no Grande ABC, número 31,48% maior do que o registrado no mesmo período de 2007 – 216 ocorrências.

A doença causou a morte de dez pessoas no período analisado no ano passado, o dobro do registrado uma década atrás.

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), a doença corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Já o melanoma, outro tipo de câncer de pele, representa 3% das neoplasias malignas do órgão e é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

As mudanças que o clima vem sofrendo no decorrer dos anos pode ser um dos fatores agravantes para o aumento da incidência do câncer de pele, disse a oncologista do Inorp (Instituto Oncológico de Ribeirão Preto), Cristiane Mendes. “A camada de ozônio está sendo destruída, as temperaturas médias do Brasil vêm aumentando ao longo dos anos. Por mais que a gente faça campanhas de prevenção, a maioria da população não se previne”.

A maioria dos cânceres de pele é curável quando detectado precocemente. No entanto, a velha máxima do ‘prevenir é melhor do que remediar’ deve ser levada a sério.

“O horário que apresenta risco mais acentuado para exposição ao sol é entre 10h e 16h. O filtro solar (fator de proteção de no mínimo 30) ainda é um dos principais meios de proteção e deve ser passado a cada duas horas. O uso de bonés, chapéus e camisetas escuras também é recomendado, assim como o de óculos escuros com lentes de boa qualidade”, explica a professora de Dermatologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Cristina Laczynski.

A exposição ao sol traz ainda outros transtornos. “Os principais problemas são as queimaduras e o ressecamento, tanto da pele quanto dos cabelos e das unhas durante o verão. Ocorrem também em grande quantidade manchas nas áreas onde houve exposição ao sol mais intensa ou onde o protetor não foi aplicado como deveria ser feito. Outra dermatose comum no verão é a micose”, disse Cristina.

Fonte: Diário do Grande ABC