Professor Wagner Rubinelli explica porque as cidades estão entrando em colapso

Por Portal Opinião Pública 19/09/2019 - 15:17 hs
Foto: Divulgação

Detroit já foi a capital mundial do automóvel. Hoje é o maior retrato da decadência americana em vários sentidos: moral, social, intelectual, cultural, entre outros.

Atualmente, Detroit é uma cidade em ruínas, encolhida, vazia, praticamente em decomposição, é contra isso que temos que lutar para preservar nossa cidade, ou seja, não permitir que chegue a esse grau de deterioração.

O Grande ABCDMRR, que já foi uma das regiões mais produtivas do Brasil, corre o risco de seguir os passos da cidade de Detroit, nos EUA, e se tornar uma região sem indústrias.

Para o professor Wagner Rubinelli, Mauá e o grande ABC têm que retomar seu protagonismo no cenário nacional na questão de crescimento industrial. 

As cidades estão destruídas pela falta de um plano de política habitacional viável, destruídas pela falta de investimentos no planejamento viário. Os municípios estão sendo devastados pela corrupção e ganância de alguns políticos de cidades de todo o Brasil, que querem tirar vantagem de tudo, sem se dar conta que o bem maior deve ser o bem comum.

As cidades estão sendo colocadas de lado pelos próprios moradores, que se acomodam em aceitar a política da troca de favores, se conformam com administradores ruins, sem questionar. Os próprios moradores estão descuidando do local onde vivem, jogando lixo nas ruas, furando a fila no trânsito, abandonando e maltratando animais, não buscam participar das discussões da construção de uma cidade melhor.

O local em que vivemos está sendo destruído por cidadãos, que preferem ficar nas redes sociais criticando, ao invés de fazerem algo, criarem, realizarem.

Nesse contexto, as grandes cidades em breve entrarão em colapso total, a violência tomará proporções alarmantes, o desemprego e a falta de gestão tornarão essas cidades insuportáveis para se viver.

Segundo Rubinelli, a mudança verdadeira deverá vir na forma silenciosa de propostas sérias e viáveis, propostas que não tentem enganar as pessoas com discursos bonitos, ou com cores das mais diversas.

A proposta séria irá surgir de forma sóbria, sem alarde, sem festas, mas com muita seriedade e propostas de mudança.

Para o professor Rubinelli, se a cidade se organizar e souber o momento exato de agir, poderemos começar a pensar em tornar Mauá uma cidade inteligente.

As cidades inteligentes, ou Smart Cities, são aquelas que utilizam a tecnologia para promover o bem-estar dos moradores, o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, melhorar a sustentabilidade.