Para professor de Direito Constitucional, Wagner Rubinelli, Mauá vive pior momento na área financeira dos últimos trinta anos

Por Portal Opinião Pública 10/10/2019 - 11:11 hs
Foto: Divulgação

 

Estudos divulgados pelo TCE indicam que Mauá é a cidade que registra o maior déficit orçamentário do Estado de São Paulo, com a maior diferença entre a receita programada para os primeiros meses do ano, frente ao que foi arrecadado. O valor estimado pela administração foi de R$ 1,25 bilhão, entretanto o arrecadado segundo o divulgado pelo TCE foi de R$ 694,3 milhões, gerando um déficit de R$ 561,5 milhões.

“Se não bastasse esse grave problema, sempre é importante lembrar que a dívida de Mauá é uma das maiores do Brasil, estando, segundo estudos, aproximadamente entre as dez maiores dividas do Brasil”, disse Rubinelli.

Para o professor de Direito Constitucional, Wagner Rubinelli, a queda de arrecadação não pode ser uma simples desculpa, pois ou os valores foram estimados além da realidade, demonstrando falta de planejamento, ou não ocorreu à busca de novos investimentos e receita para a cidade. “Obviamente sabemos que governar é uma difícil tarefa, contudo, é necessário haver planejamento e projetos visando combater a queda da receita”, afirmou.

Segundo Rubinelli, outro grande desafio para a cidade de Mauá será pagar a gigantesca dívida adquirida pelos governantes que passaram pela administração de Mauá nos últimos trinta anos, seria importante que o atual governo realizasse duas importantes auditorias, a primeira delas na SAMA (Saneamento Básico do Município de Mauá) e a outra na FUABC (Fundação do ABC), ambas com o intuito de descobrir a origem da gigantesca dívida.

“O trabalho da atual gestão é cercado de erros e equívocos, porém é fundamental lembrar que outros governantes também são responsáveis pela atual dívida herdada pelo atual governo”, lembrou.

Para o professor, o momento é de se realizar um grande estudo (auditoria) visando descobrir os motivos e a origem das dívidas da cidade de Mauá, pois só assim, segundo o professor Rubinelli, poderemos tratar eventuais pagamentos de forma séria e com informações com os possíveis credores, e eventualmente punir os maus gestores que tenham agido de forma temerária.