Hospital Nardini amplia conceito de humanização na maternidade

Por Portal Opinião Pública 15/01/2018 - 08:40 hs
Foto: Nardini

Referência em partos de alto risco na microrregião de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, de Mauá, dá um salto de qualidade no atendimento e vem se tornando modelo também em humanização.

Dos 1.944 partos realizados na Maternidade do equipamento municipal em 2017, 60% foram normais e 40% cesáreas.

“Estamos investindo em tecnologia e em qualificação profissional para garantir que as gestantes tenham o melhor atendimento possível em Mauá. As mulheres têm de ser tratadas com dignidade e respeito. Essa é a orientação que damos a todos os colaboradores da nossa rede de Saúde. Estamos aplicando o conceito de humanização de todos os atendimentos na Saúde”, diz o prefeito Atila Jacomussi.

Dentre os procedimentos, o destaque fica por conta da redução da taxa de episiotomia (corte feito na região lateral da vagina para facilitar a saída do bebê nos partos normais) de 58%, em 2016, para 34%, no ano passado. O resultado segue tendência mundial de diminuir a aplicação da técnica.

Para se ter ideia, no Brasil, 54% das mulheres são submetidas ao corte nos partos, segundo pesquisa da Fiocruz. No caso de primíparas (primeiro filho), o índice chega a 74%. Embora facilite a saída do bebê, a episiotomia pode deixar sequelas na mulher, como laceração, frouxidão na região perineal e dificuldades nas relações sexuais.

Ao longo de 2017, o hospital intensificou as ações para melhorar a condução do parto normal e evitar complicações à saúde materna e fetal. No caso da episiotomia, a meta é chegar brevemente a um patamar abaixo dos 30% - conforme apontam pesquisas internacionais (entre 15% e 30%) e preconiza a OMS (Organização Mundial de Saúde) -, mantendo o procedimento para casos específicos, quando há indicação.