Região teve 30 casos de hanseníase registrados em 2017

Por Portal Opinião Pública 15/01/2018 - 09:28 hs
Foto: Divulgação / PMBV

A campanha Janeiro Roxo tem chamado atenção em todo o País, pois reforça o compromisso de alertar e controlar a hanseníase, doença que acomete cerca de 30 mil brasileiros por ano. No Grande ABC o número de casos baixou de 133 – em 2011 – para 30 em 2017, registrando queda de 26%. 

Embora ainda seja pouco divulgada, a hanseníase está cada vez mais presente no cotidiano da população. O Brasil é o segundo País com maior incidência de casos da doença no mundo. Não à toa, a Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo) e as 22 concessionárias que administram rodovias paulistas entraram na campanha educativa instituída pelo Ministério da Saúde e passaram a exibir, em 352 painéis de mensagens instalados em pontos de grande movimentação, o mote da campanha: Janeiro Roxo – Todos Contra a Hanseníase.

Exemplo disso são os painéis das rodovias da região. No trecho de São Bernardo, é possível encontrar alertas na Anchieta – km 10 e km 19 – e na Imigrantes – km 12 e km 24. De acordo com a Artesp, o objetivo da iniciativa é fazer com que as pessoas busquem mais informações sobre a doença e incentivar a realização de exames, pois o diagnóstico precoce é importante para o tratamento.

Lucia Ito, dermatologista e hansenologista, explica que a doença é causada por uma bactéria que afeta os nervos, o que leva à perda ou à diminuição da sensibilidade ao toque, dor, frio e calor, além de formigamentos e doenças. Docente da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e responsável pelo ambulatório de hanseníase – que presta atendimento gratuito à população -, ela diz que a doença é contagiosa, contraída pro contato ou vias respiratórias. “Podem surgir manchas brancas ou até mais escurinhas na pele. Temos de lembrar que a hanseníase é a doença infecciosa que mais causa cegueira. E, se o diagnóstico for tardio, as sequelas são cada vez piores. Quanto antes for feita análise, melhor. Para isso são necessários exames clínicos e, em alguns casos, biópsia das manchas.”

Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento é realizado nas unidades de referência, indicadas pelo próprio médico. A terapia é feita com antibiótico e gratuita em todo o País.

Em 2017, a SBH (Sociedade Brasileira de Hanseníase) lançou a campanha educativa Somos Todos Contra a Hanseníase, com objetivo de alertar e levar informações à população.

De acordo com o último levantamento do DataSUS (Banco de Dados do Ministério da Saúde), em 2015, o Grande ABC registrou atendimento de 63 casos, enquanto na Capital 259 pacientes foram atendidos por hanseníase. Em 2014, o número foi um pouco maior na região – 75 casos – enquanto a Capital somou total de 248 atendimentos.