Busca por vacinas contra febre amarela excede expectativa em Diadema e Mauá

Por Portal Opinião Pública 31/01/2018 - 10:08 hs
Foto: PMM

O fluxo de vacinação nos primeiros dias de campanha em Diadema e Mauá excedeu as expectativas.

Nos três primeiros dias de campanha foram imunizadas 92.327 pessoas em Diadema, o equivalente a 22% da população, com taxa de distribuição em torno de 30 mil vacinas por dia. O objetivo do município é vacinar 95% de seus habitantes, meta que deve ser alcançada antes do fim da campanha, caso esse ritmo se mantenha.

No mesmo período, Mauá protegeu 10% dos habitantes, o equivalente a 40 mil pessoas.

 

 

 

 

A meta regional é imunizar 2,3 milhões de pessoas até o dia 17, quando terá fim o período de campanha em todas as 130 unidades de Saúde do Grande ABC. Para se vacinar, é necessário comparecer a um dos postos levando documento com foto, carteira de vacinação e o cartão do SUS (se tiver).

 

Risco da doença preocupa mais do que reação a vacina, diz especialista

O medo da reação que a vacina contra a febre amarela pode causar não deve ser motivo para evitar a imunização.

Segundo o imunologista do Hospital e Maternidade Dr. Chrtistóvão da Gama, Munir Akar Ayub, apenas 10% das pessoas vacinadas podem sofrer reações leves, como dores no corpo e de cabeça e febre alta. Os sintomas podem ocorrer até uma semana depois da aplicação da dose.

Já nos casos de reações graves, quando a vacina pode apresentar quadro semelhante ao da febre amarela ou até mesmo doenças neurológicas, como encefalite (inflamação no cérebro), e que podem até levar a morte, são raros, com incidência de um a cada 500 mil imunizados. “Colocando na balança, a doença em si é muito mais preocupante do que os possíveis efeitos colaterais da vacina. E também ocorrem em menor taxa”, afirma Ayub.

Mortes por reação a vacina

Até o momento, o estado de São Paulo registrou, desde janeiro de 2017, três mortes causadas por reação à vacina de febre amarela, segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com a pasta, outros sete casos de morte por reação à vacina ainda estão sob investigação.

O último caso suspeito registrado foi de um menino de três anos, que morreu em Osasco, na Grande São Paulo, cinco dias após tomar a vacina.

O caso ocorreu no dia 19 de janeiro. Segundo a Prefeitura de Osasco, o menino era morador de Carapicuíba e foi atendido em um hospital particular da cidade com quadro de encefalite.

O Hospital diz aguardar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar a causa da morte do paciente.