Tauine Costta afirma que é preciso cautela no uso de remédios contra a Covid-19

Por Portal Opinião Pública 18/06/2020 - 13:54 hs
Foto: Divulgação
Tauine Costta afirma que é preciso cautela no uso de remédios contra a Covid-19
Tauine Costta alertou para uso indiscriminado de remédios

Passados mais de seis meses de registros dos primeiros casos confirmados do novo coronavírus, na China, encontrar um tratamento eficaz para a doença ainda segue sendo um dos grandes desafios para cientistas e profissionais da saúde em todo o mundo. E apesar dos esforços em conjunto de vários países para o desenvolvimento de remédios ou vacinas que possam auxiliar no combate à Covid-19, defendem o uso de medicamentos já existentes. Dois deles são a cloroquina e a hidroxicloroquina, ativos que tradicionalmente são utilizados no tratamento de doenças autoimunes - como o lúpus - ou a artrite, e que têm sido o pivô de grandes discussões acerca de sua efetividade no combate a doença.

Recentemente, a revista “The Lancet”, uma das mais conceituadas no mundo em publicações médicas, co-assinou um estudo que mostrava a ineficácia do medicamento no combate à Covid-19. Contudo, diversos questionamentos surgiram em torno da pesquisa dias após ela ser revelada, culminando com a descoberta de que os dados foram fraudados pela empresa subcontratada para conduzir a análise.

Para a estudante de Farmácia e pré-candidata a vereadora em Mauá pelo DEM (Democratas), Tauine Costta, tanto o caso envolvendo o estudo da “The Lancet” quanto a falta de dados que comprovem a eficiência de qualquer remédio na terapia a Covid-19 mostram que o momento exige cautela quanto a adoção da medicação para o tratamento da doença.

“Os estudos que estão sendo conduzidos para aferir a eficácia da cloroquina ou da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 ainda não são conclusivos. Por isso, não podemos afirmar que o remédio é 100% eficiente. O que temos visto são casos variados, alguns com pessoas que apresentaram melhora após a medicação ser ministrada, e outros onde houve a piora no quadro do paciente. Precisamos ser responsáveis quanto a isso, pois estamos tratando de vidas humanas”, explicou.

A pré-candidata frisou ainda que a população precisa ser alertada sobre os riscos da automedicação em qualquer situação, mas principalmente agora durante a pandemia.

“A automedicação é um problema sério e que não deve ser tratado de maneira superficial. Temos que abordar esse assunto sempre que possível, no intuito de conscientizar as pessoas sobre os riscos que elas correm ao ingerirem qualquer remédio que não tenha sido prescrito por um médico. E pelo momento de crise atual, essas orientações precisam ser ainda mais claras e assertivas”, pontuou.

“Precisamos ter paciência nesse momento. Por mais que a situação seja delicada, nossa segurança tem de vir em primeiro lugar”, encerrou.