A insegurança na volta às aulas

Por Portal Opinião Pública 02/07/2020 - 14:55 hs
Foto: Divulgação

Interrompidas desde março por conta da pandemia da Covid-19, o retorno às aulas dos estudantes das redes pública e privada tem sido tema de discussão desde que teve início o processo de retomada da atividade econômica em diversas cidades do país. E aqui vale lembrar que o número de novos casos e de mortes da doença ainda estão em crescimento no Brasil.

Mas a urgência no retorno às atividades dos setores do comércio, indústria e serviços não se aplica na mesma medida quando o assunto é volta às aulas. Pais sentem-se seguros para enviar seus filhos à escola? Escolas e secretarias de ensino têm feito essa pergunta a pais de alunos e recebem em reposta, majoritariamente, que não. Não sentem-se seguros em enviar seus filhos à escola, como eu, pai de três meninos, também não me sinto.

Quando trazemos o assunto para o âmbito municipal, vemos que a situação é um pouco mais complicada. A rede de ensino de Mauá é quase totalmente de atendimento ao ensino infantil (crianças de até 6 anos). Qual a certeza de que no retorno todas as unidades estarão aptas a seguir os protocolos sanitários para segurança não só das crianças, mas de professores e funcionários? E ainda que sejam seguidos todos os protocolos, estamos falando de crianças, que mesmo que se imponha limites vão compartilhar espaços, objetos, alimentos, porque é da natureza de ser criança.

A única alternativa que vejo para nos dar o mínimo de segurança para defender a volta às aulas é a aplicação de testes nas crianças, professores e funcionários das unidades caso a opção seja pelo retorno às aulas presenciais.

Frank de Mello é professor e pré-candidato a vereador pelo PDT de Mauá