A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu prorrogar a campanha de vacinação contra febre amarela por mais duas semanas, com a finalidade de ampliar a cobertura vacinal.
Em todo o Estado, cerca de 5,8 milhões de pessoas ainda deverão comparecer aos postos até o dia 2 de março. Somente no Grande ABC, 1,5 milhões de moradores ainda precisam ser imunizados.
A campanha começou em 25 de janeiro e visa imunizar 9,2 milhões de pessoas ainda não vacinadas, em 54 cidades. Segundo balanço preliminar do último ‘Dia D’, 17 de fevereiro, feito pela pasta com base nos dados informados pelos municípios, 3.423.748 pessoas foram vacinadas desde o dia 25. Desse total, 3.287.621 paulistas receberam a dose fracionada, que representa 96% do público imunizado. Outras 136.127 pessoas receberam a dose padrão, destinada a grupos específicos.
A meta total inclui 2,3 milhões de pessoas que residem nas sete cidades do Grande ABC. Desde o início da campanha, 841.037 moradores da região foram vacinados, sendo 811.693 deles com a dose fracionada e 29.344 com a dose padrão. A região tem cobertura vacinal de 36%.
Os 53 municípios e distritos da cidade de São Paulo foram definidos por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica/Divisão de Zoonoses) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.
“Decidimos prorrogar a campanha para garantir que todas as pessoas que precisam sejam vacinadas contra a febre amarela. A imunização é a principal forma de proteger a população contra a doença”, afirma a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.
A campanha está sendo realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 ml da vacina.
Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.
Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.
Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.
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