Mortes no trânsito têm alta de 4,3% em janeiro no Grande ABC

Por Portal Opinião Pública 20/02/2018 - 10:19 hs
Foto: Freepik

O número de mortes causadas por acidentes de trânsito no Grande ABC sofreu variação de 4,3% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado.

Foram registrados 24 óbitos em cinco cidades – Santo André, São Bernardo, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires -, uma a mais do que em 2017. A maior parte das ocorrências teve pedestres como vítimas (dez casos). Os dados integram o Infosiga-SP (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo).

As principais vítimas dos acidentes de trânsito continuam sendo os homens, que respondem por 70,8% dos casos. Já São Bernardo foi a cidade com o maior número de mortes, dez registros no total.

O cenário regional não acompanhou a tendência do Estado, onde houve redução de 5,4% nas ocorrências. Neste ano, foram registrados 387 óbitos em São Paulo, o menor número desde o início do levantamento feito desde 2015.

O Movimento Paulista de Segurança no Trânsito tem como principal objetivo reduzir pela metade as mortes no trânsito no Estado até 2020. No entanto, para especialistas, ainda faltam ações práticas por parte dos gestores públicos, além de conscientização de motoristas e pedestres.

“A estagnação dos números na região só nos sugere uma coisa. As ações praticadas pelos municípios no que diz respeito a campanhas educativas de trânsito não têm surtido efeito”, afirma o engenheiro de tráfego e especialista em trânsito, Humberto Pullin.

Na tentativa de reduzir esses indicadores, quatro municípios da região (Santo André, São Bernardo, Mauá e Ribeirão Pires) firmaram, no ano passado, convênios com o Estado para fazer parte do programa Movimento Paulista de Segurança no Trânsito.

O acordo prevê repasse de verba oriunda de multas aplicadas pelo Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) para projetos de melhoria viária e educação de motoristas. No entanto, devido ao não cumprimento de ações previstas, as cidades deixaram de receber R$ 6,47 milhões.