Após dois votos contra prefeito, TRF-3 adia julgamento que pode tornar Atila Jacomussi réu por conta da Operação Prato Feito

Por Portal Opinião Pública 21/08/2020 - 10:59 hs
Foto: Jornal Opinião Pública

O TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) adiou, na quinta-feira (20), o julgamento que poderia tornar réu o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), por lavagem de dinheiro ou ocultação de patrimônio no âmbito da Operação Prato Feito, que foi deflagrada pela PF (Polícia Federal), em 2018, e que resultou na prisão do chefe do Executivo.

O placar já estava 2 a 0 contra o prefeito quando o desembargador José Lunardelli pediu vistas e foi acompanhado por outros dois desembargadores, Fausto de Sanctis e Nino Toldo.

Antes do adiamento do julgamento, votaram contra Atila o relator Mauricio Kato e o desembargador André Nekatschalow. Ao votar a favor de tornar o socialista réu, Kato negou a solicitação do MPF (Ministério Público Federal) para afastar o prefeito do cargo.

A acusação contra Atila Jacomussi é de que havia um esquema para supostos desvios de recursos da merenda. Durante a Operação Prato Feito, a Polícia Federal encontrou R$ 87 mil na casa do prefeito, quando ele foi preso, a sua defesa entrou com recursos e ele foi solto por meio de liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.

A nova data do julgamento ainda não foi definida.