Desabamento: as entidades de classe podem ajudar?

Por Portal Opinião Pública 27/08/2020 - 12:01 hs
Foto: Divulgação

Carlos Henrique – Vice-Presidente da ASSEAM  

O desabamento ocorrido no último dia 22 na rua Topázio, no Jardim Itapark Velho, em Mauá, traz à tona a triste realidade de nosso povo. Acostumados com a falta de fiscalização, a grande maioria invade áreas impróprias para construção de moradias ou até mesmo são vítimas de loteamentos irregulares, comprando e construindo irregularmente.

Neste caso pela graça de DEUS, não houve vítimas, mas com certeza a perda material nestes casos abala bastante as famílias que pouco ou nada tem além do material empregado ali naquela obra.

A ASSEAM reitera seu compromisso de fiscalizar seus profissionais a agirem dentro dos preceitos da lei e da conduta que lhes é financiada desde sua formação. Ocorre que neste e na maioria dos casos, não existe um profissional responsável pela obra. Na maioria das construções, as pessoas preferem correr o risco e entendem que o dinheiro gasto nesse tipo de serviço, um engenheiro é um custo desnecessário, sem perceber que o risco de uma construção sem os mínimos procedimentos de segurança, coloca em risco as vidas que ali habitarão, que sempre serão de sua própria família, além é claro de todo o investimento financeiro ali empenhado.

Como mencionei acima, neste caso, as primeiras informações são de que não havia profissional responsável pela obra, cabe então ao poder público fiscalizar e não permitir que tais obras avancem em lugares irregulares e sem a aprovação e liberação adequada.

Segundo o gestor regional do CREA para o ABC – Rubens Roque Moraes – que atende na UOP Mauá, o processo administrativo já foi iniciado e o caso está sendo apurado.

É imprescindível uma atuação mais responsável por parte dos gestores municipais, afim de que seja exigido o atendimento às leis de construção e que toda e qualquer obra e empreendimento nunca se inicie sem um profissional responsável, afim de que vidas sejam preservadas e que os prejuízos materiais, urbanísticos e de meio ambiente sejam reduzidos preparando nossas cidades para as gerações futuras.

Nós da ASSEAM possuímos engenheiros qualificados e estamos prontos a oferecer parcerias junto ao poder público para juntos buscarmos soluções que viabilizem a população usufruir dos serviços de engenharia, fazendo valer a lei 11.888 de 2008, que garante assistência técnica na construção de moradias de interesse social.