Conta de luz: como resolver os abusos na hora de pagar

Por Portal Opinião Pública 25/02/2021 - 11:13 hs
Foto: Divulgação

Chega a conta de luz. O cidadão abre. Toma um susto. Confere se é dele mesmo ou entregaram por engano. Confirma, é dele mesmo. Tenta debater com a concessionária. Em vão. Paga. Torce para não acontecer de novo mês seguinte. Essa é a realidade de milhões de pessoas nos últimos meses.

O movimento “Não É Favor, É Direito” tem recebido, nos últimos dias, uma enxurrada de denúncias sobre a cobrança abusiva da conta de luz. Valores absurdos e incoerentes com o tamanho da propriedade ou até mesmo da quantidade de pessoas, têm sido recorrentes contra a Enel, empresa que administra atualmente a distribuição de energia elétrica no Estado.

Em uma rápida pesquisa na internet, encontra-se o óbvio: o site do Procon-SP coloca a empresa em primeiro lugar no ranking de reclamações em 2020, superando com muita folga outras conhecidas companhias. São números assustadores: 93.533 reclamações no ano de 2020. Para um efeito comparativo, o segundo colocado tem 36.235. Mas o pior é a baixa taxa de solução destas reclamações, resolvidas em apenas 54,72% dos casos.

Em Mauá, não é difícil encontrar cidadãos que passam por esse problema. A conta vem com um valor altíssimo, os canais de atendimento virtuais (whatsapp, telefone e site) não são eficazes, o posto de atendimento na Praça da Bíblia não consegue resolver, e assim o munícipe paga a conta a contragosto por medo de ter sua energia elétrica cortada e seu nome sujo. E por ser um monopólio estatal - ou seja, a Enel não tem concorrência - o usuário não tem outra alternativa.

Esperamos que a Enel aja de forma correta com o cidadão que não se nega a pagar seu consumo, desde que feito de forma justa e correta, e que apresente soluções eficientes para que a conta de luz não tire um prato de comida das famílias brasileiras, que tem sofrido diariamente as consequências da pandemia.

Você passa por esse problema? Conte pra gente no e-mail movimentonaoefavoredireito@gmail.com.