Após reunião, prefeitos do ABC decidem não aderir lockdown, mas medida ainda não está descartada

Por Portal Opinião Pública 18/03/2021 - 14:31 hs
Foto: Freepik

O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL), utilizou suas redes sociais para confirmar, no início da tarde desta quinta-feira (18) que nenhuma cidade do Grande ABC irá adotar o lockdown como medida para conter o avanço do coronavírus na região, pelo menos neste momento.

Em vídeo publicado em sua página oficial no Facebook, no início da tarde, Volpi revelou que embora os prefeitos dos sete municípios da região tenham realizado uma reunião, na manhã de hoje, para discutir essa possibilidade, ficou definido que, ao menos neste primeiro momento, a medida não será adotada uma vez que tal decisão não faria sentido caso a capital paulista também não seguisse o mesmo caminho. 

“Como o prefeito Bruno Covas não fará o lockdown, pelo menos até o momento, nós também do ABC não vamos fazer o lockdown, até porque, se nós fizermos e São Paulo não fizer, o transporte coletivo continuará e as pessoas estarão transitando normalmente, o que significa absolutamente nada no que diz respeito a conter a expansão do coronavírus”, explicou o liberal. 

Entretanto, Volpi não descartou que o lockdown na região seja adotado em breve. Segundo ele, uma nova reunião entre os prefeitos do ABC, marcada para as 10h da próxima segunda-feira (22), voltará a discutir o assunto e o levará ao governo estadual. 

“Vamos tentar, junto ao governo do estado, dar a informação de que os sete prefeitos do ABC gostariam que houvesse o lockdown. Mas sem (a cidade) São Paulo, será impossível”, frisou. 

Outra iniciativa descrita pelo liberal seria a de levar a ideia do lockdown para todos os consórcios que representam as cidades localizadas no entorno da capital paulista, uma vez que os problemas gerados pelo crescimento no número de casos de Covid-19 tem afetado a todo o estado. 

Além disso, Volpi voltou a pontuar que a situação em Ribeirão Pires e em outras cidades segue crítica. 

“Hoje, aqui em Ribeirão Pires temos UPA lotada, o hospital de campanha lotado, nas últimas 36 horas foram sete óbitos, 12 óbitos em Mauá, segundo informações, 10 óbitos em Santo André. Portanto, não há mais leitos de UTI nem na capital, até porque acaba de falecer o primeiro cidadão por não haver leito de UTI na capital. Significa que as coisas estão ficando cada vez piores”.