Moradores reclamam de falta de serviços de zeladoria em terreno no Parque São Vicente
Os moradores do condomínio Reserva do Xingu, no Parque São Vicente, estão descontentes com a falta de serviços de zeladoria em um terreno que fica ao lado da propriedade. Segundo eles, a área – que há alguns anos chegou a servir como via de ligação entre as ruas Maria de Jesus Medeiro Quitéria, onde está o conjunto de prédios, e Zumbi dos Palmares – tem sido utilizada como depósito de lixo e entulho, abriga diversos animais nocivos ao ser humano, como ratos, aranhas, escorpiões, cobras, baratas, entre outros e mesmo com os pedidos feitos junto aos órgãos competentes no município, nenhum tipo de manutenção é feita no local.
As solicitações para a realização de serviços no terreno começaram em 2012, por meio de uma indicação do então vereador Edgard Grecco. No ano seguinte, o mesmo parlamentar enviou outra indicação ao Paço cobrando a manutenção. Já em 2021, quem requereu os serviços junto a administração municipal foi o vereador Erismar Soares Clementino, o Mazinho (Patriota) por meio da indicação 2.164/21, assinada no dia 9 de março. Em resposta ao documento, a Prefeitura afirmou que a solicitação era uma das que já estavam programadas para serem executadas. Contudo, nenhum serviço foi feito até o momento. Alguns moradores também chegaram a entrar em contato com a SSU (Secretaria de Serviços Urbanos) no ano passado e neste ano, mas não obtiveram êxito em relação às obras.
Síndico do condomínio há um ano, Bernardo Alves, 40, confirmou que o caso se arrasta há anos. De acordo com ele, desde que a MRV Engenharia – responsável pela construção do condomínio – entregou o terreno para a Prefeitura e a quadra fiscal foi regularizada em nome da municipalidade, foram poucas as intervenções feitas no local, mesmo com os constantes pedidos dos moradores.
“Já foram feitos vários pedidos de urbanização da viela, mas sem qualquer sucesso. Entra gestão e sai gestão e continuamos na mesma”, disse o síndico, completando que o serviço mais recente no terreno foi realizado no ano passado, com apenas a capinação de parte da vegetação e sem a retirada dos entulhos. “A tendência dos entulhos é ir aumentando. As pessoas vão colocando e, infelizmente, acabamos entrando em atrito com algumas pessoas, como já aconteceu”, explicou o síndico ao atestar que moradores da própria rua também utilizam o terreno como área de descarte, especialmente no período noturno.
Alves ainda citou que a reclamação não é exclusiva dos condôminos, mas sim de vários moradores da rua, como mostra um abaixo-assinado organizado por ele e rubricado por 58 pessoas. “É um apelo que deveria ser atendido. É como eu friso novamente: entra gestão e sai gestão, e continua a mesma coisa, eles (órgãos responsáveis) não estão dando atenção (aos pedidos)”, criticou ele, pontuando ainda que a falta de serviços no local pode ser ligada a uma falsa impressão de que o Parque São Vicente é um bairro “elitizado”. “O perfil das construções é do ‘Minha Casa, Minha Vida’ (programa do Governo Federal). São pessoas que acordam cedo, vão trabalhar, pagam seus impostos e não vemos esse retorno. Chega a ser frustrante essa situação”.
Moradora do condomínio há 11 anos, a auxiliar administrativa Cristiane do Nascimento Silva Pereira, 40, também se mostrou indignada com a falta de cuidado com o terreno que fica ao lado da propriedade. Um dos pontos frisados por ela foi o surgimento de vários tipos de animais que colocam em risco à saúde dos condôminos, especialmente das crianças. Até mesmo um gambá e um morcego já foram avistados no local.
“É perigoso porque as crianças sempre brincam no playground e nós temos medo de que esses bichos avancem até lá. Essa é uma preocupação diária”, afirmou a moradora, que ao longo de mais de uma década residindo na região, poucas vezes viu qualquer tipo serviço sendo realizado no terreno. “Foram muito poucas. Normalmente, quando se faz alguma coisa, são os moradores que se organizam em mutirões, ou o síndico, como na última vez. Agora, por parte da Prefeitura, foram muito poucas”, recordou.
Já a analista administrativa Lidiane Neves de Souza Pereira, 32, citou que o terreno chegou a ser utilizado como passeio público durante um determinado período, a cerca de cinco anos. “Eu já transitei (na viela). Não havia manutenção urbana, mas era capinado, existia uma trilha de terra”, disse a moradora, que reside no condomínio há uma década.
Para ela, a urbanização do terreno seria a solução ideal para a área, pois afastaria os animais que fazem ninho no local e ofereceria uma opção a mais para passagem para os pedestres. Além disso, essa seria uma medida que traria uma sensação maior de segurança para todos que moram na rua. “É fácil para uma pessoa se esconder no meio do mato, se tiver fugindo de alguém, ou surpreender quem estiver saindo do condomínio, com uma tentativa de assalto ou de invasão dos prédios, porque estamos bem ao lado”, contou.
O Jornal Opinião Pública questionou a Prefeitura de Mauá sobre a situação, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.




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