Mauá celebra o dia Mundial do Meio Ambiente com a despoluição de córregos
Contribuintes do rio
Tamanduateí, os córregos Bocaina, Água Espraiada, Taboão e Itrapõa
apresentam melhora na qualidade da água, livres da poluição provocada por
esgoto
Neste sábado, 5 de junho, é comemorado o dia Mundial do Meio Ambiental e
a BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de esgoto em Mauá se
orgulha de apresentar ações que transformam e impactam na qualidade de vida e
saúde da população do município.
Atualmente, Mauá se destaca como uma das cidades que mais avançou nos
últimos anos, com 86% de tratamento de esgoto, o melhor índice da Região
Metropolitana de São Paulo. O percentual de 93% da coleta do efluente também é
um índice expressivo na região.
Esses índices demonstram um grande ganho ambiental para a
cidade. Mauá acolhe a nascente do Rio Tamanduateí, terceiro maior afluente
do Rio Tietê. Aproximadamente nove quilômetros do rio Tamanduateí passam
por Mauá e a sua nascente foi uma das principais beneficiadas com a
retirada do esgoto anteriormente nela lançado.
Os córregos Taboão e Itrapoã que cortam os bairros Jardim Adelina,
Itapeva, Jardim Camila, Primavera, Jardim Luzitano e Vila João Ramalho, no
Parque São Vicente, além do Córrego Bocaina que passa pela Vila Bocaina, Vila
Guarani e Jardim Itapark, também já apresentam melhorias na qualidade das águas
que correm por seus leitos, em decorrência dos avanços dos serviços de
esgotamento sanitário no município.
A despoluição dos córregos e da nascente do rio Tamanduateí foi possível
após a BRK Ambiental realizar investimentos que já ultrapassam R$ 250 milhões
para a ampliação do sistema de esgotamento sanitário da cidade.
Os investimentos permitiram a construção de cinco estações de bombeamento na cidade, a
implantação da Estação de Tratamento de Esgoto e a extensão de mais 614 quilômetros de
redes de esgoto, além de obras para interligação dessas redes
coletoras de todas as sub-bacias que margeiam os principais córregos do
município.
Os moradores e comerciantes destas regiões comentam que a retirada do
esgoto, além de impactar na preservação ambiental do rio Tamanduateí e cursos
d´água contribuiu também para o seu bem-estar e qualidade de vida pela
eliminação do mau cheiro, riscos de contaminação e diminuição da proliferação
de ratos e baratas, antes existentes.
“O forte odor impactava, inclusive, no nosso trabalho na loja e ocorria
por conta da grande carga de lançamento do esgoto no córrego. Agora, podemos
dizer que melhorou significativamente, principalmente em dias de calor. A
transparência das águas também é uma melhoria perceptível, hoje é possível ver
as pedras no fundo e perceber a recomposição do córrego”, relata Leonardo Lopes
Pereira, comerciante da região da Vila Bocaina.
Para Ademir Becchelli, morador e comerciante do local, a intervenção
impacta diretamente na recuperação do córrego Bocaina, com um grande ganho
ambiental para a cidade. “Sou morador da região da Vila Guarani há mais de 30
anos. Antigamente, eu pescava nesse córrego. É gratificante perceber como a
natureza se recuperou rápido após a realização das obras de saneamento”, relata
o morador da Vila Guarani.
A diminuição de doenças
relacionadas à falta de saneamento básico, tais como diarreia, dengue, leptospirose e infecções
gastrointestinais também é um ponto destacado pelos moradores que vivem
próximos aos córregos.
Os comerciantes e moradores da
Vila João Ramalho, Júlio e
Matilde Tafner, destacam que observam uma realidade diferente com relação à
situação do saneamento na cidade.
“Eu sou morador do bairro João Ramalho há cerca de 37 anos e era muito
difícil conviver com o esgoto lançado nesse córrego. Pelo fato de o córrego
correr ao lado da minha casa e do meu comércio, o mau cheiro, além do contato
com os dejetos me renderam diversas vezes idas ao hospital por conta de vômitos
e diarreias. Depois das obras que retiraram o esgoto eu percebi que acabou o
mau cheiro e consequentemente melhorou a minha saúde. Com a água limpa é bem
melhor para trabalhar e hoje eu tenho prazer de morar na beira do córrego”.
“Agora as crianças podem brincar com segurança na rua, sem o risco de
contaminação e vivemos com muito mais tranquilidade. Antes as crianças jogavam
bola na rua morrendo de medo que ela caísse no córrego, pois era muito difícil
resgatá-la no meio de tanto esgoto, ressalta Matilde Tafner.
Descarte irregular de lixo e óleo de cozinha impactam na qualidade dos
cursos d´água
A empresa informa que o descarte irregular de resíduos e óleo de cozinha
nas redes de esgoto podem causar entupimentos e vazamentos de
esgoto que implicam riscos ao meio ambiente e a saúde da população.
Portanto, além das intervenções e obras realizadas pela
concessionária é muito importante também que cada cidadão atue com
compromisso ambiental, não descartando lixo pelos ralos, vasos sanitários
e qualquer outro resíduo nas redes de esgoto.
Em 2020, foram retiradas 118 toneladas de lixo das redes que
compõem o sistema de esgoto de Mauá. Neste ano, somente no período
de janeiro a maio, a concessionária já contabilizou a retirada de
aproximadamente 48 toneladas. Fluídos como óleo de cozinha, gordura, chorume proveniente do acúmulo de
lixo e agrotóxicos também são grandes vilões do meio ambiente.
“Alguns estudos apontam que um litro de óleo de cozinha pode poluir um
milhão de litros de água, portanto destinar corretamente o óleo de cozinha
usado é fundamental para evitar a contaminação dos cursos d´água presentes na
cidade”, informa Thais Cortina, responsável pela área de Sustentabilidade da
BRK Ambiental.
Na cidade de Mauá, em parceria com as Secretarias de Educação e do
Verde e Meio Ambiente e com a empresa Lírium Reciclagem Ambiental, é realizado
o projeto Olho Vivo “Água e óleo não se misturam”, que prevê
a coleta e correta destinação do óleo de cozinha usado.
O projeto que conta com pontos de coleta nas escolas municipais e conveniadas passou por uma adequação nesse momento de pandemia e retoma a coleta de forma segura a partir desse mês de junho.
“Desde o início do projeto, em 2013, cerca de dez mil litros de óleo de
cozinha, reduzindo o impacto gerado com o descarte inadequado do óleo usado no
solo, nos cursos d’água e na rede de esgoto”, destaca Thais.
Para participar do projeto é simples, após a fritura dos alimentos
espere o óleo esfriar e despeje em garrafas de plástico ou PET. Leve a garrafa
até a escola municipal ou ponto de coleta mais próximo da sua casa e deposite
no coletor do projeto. Todos os pontos de coleta cadastrados são certificados
por dar um destino final adequado aos resíduos.
Mais dicas e informações sobre os cuidados com as redes de esgoto e o
descarte correto de lixo podem ser obtidas no blog Saneamento em Pauta,
acesse: blog.brkambiental.com.br.
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