Em junho, Conselho Superior do
Ministério Público já havia arquivado investigação por considerar “inexistir
qualquer irregularidade que demande a atuação do MP”
A 3ª Vara Criminal
de Santo André acaba de promover o arquivamento, após acolher pedido do
Ministério Público, do inquérito policial que apurava denúncias sobre a
campanha de vacinação contra a Covid-19 realizada pela Fundação do ABC e Centro
Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). A investigação teve início
com base em denúncia anônima e a conclusão foi a de que “os elementos de
informação colacionados aos autos indicam que não houve fraude na vacinação dos
implicados. De fato, todos eles eram funcionários da ‘Fundação ABC’, ligados à
área da saúde e, bem por isso, enquadráveis entre os ‘Trabalhadores da Saúde’,
como se lê a fls 84/85, trecho do Plano Nacional de Operacionalização da
Vacinação”.
A investigação
concluiu inexistir “justa causa para a propositura de ação penal” e, “diante da
ausência de indícios de prática criminosa”, foi promovido o arquivamento.
A fundamentação da
3ª Promotoria de Justiça Criminal de Santo André foi acolhida e, em 3 de julho,
foi determinado pelo Judiciário o arquivamento dos autos.
São Caetano
Em São Caetano do
Sul, a Corregedoria Geral do Município promoveu o arquivamento do processo
4912/2021, referente à sindicância apuratória sobre eventual “desvio de doses
de vacinas contra o coronavírus”.
A Comissão
Processante concluiu que: “Diante do exposto, a conclusão a que se chega e se
submete à elevada consideração da douta Controladora Geral do Município, é a de
que não restou comprovado desvio de conduta de Servidores da Municipalidade de
São Caetano do Sul e nem por parte da Direção da Fundação do ABC, cessionária
das doses prioritárias do imunizante, de sorte que a presente sindicância não
reúne condição de evoluir para a instauração de procedimento administrativo
disciplinar, devendo ser arquivada”.
A Controladora
Geral do Município ratificou o parecer da Comissão Processante e promoveu o
arquivamento em documento datado de 17 de junho.
Ministério Público
Em junho, o
Conselho Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo já havia
promovido o arquivamento da investigação sobre o suposto “fura-fila da vacina
contra Covid-19” na Fundação do ABC e no Centro Universitário Faculdade de
Medicina do ABC. A homologação do arquivamento foi publicada em 10/06/2021 no
Diário Oficial do Estado, considerando “inexistir qualquer irregularidade que
demande a atuação do Ministério Público, diante dos esclarecimentos prestados
pela Fundação do ABC e FMABC”.
Conforme a decisão,
“os funcionários relacionados na lista anexada à resposta apresentada pelo
Centro Universitário FMABC enquadram-se na classe de ‘Trabalhadores da Saúde’
definidos tanto no Plano Nacional de Imunização quanto na complementação das
orientações técnicas expedidas pela Coordenadoria-Geral do Programa Nacional de
Imunizações, sejam por se tratar de profissionais da saúde ligados a
atividade-fim (médicos, pesquisadores, enfermeiros, nutricionistas, etc),
quanto às equipes da área de apoio (gerente, analista, comprador, auxiliar,
administrativo, etc), lotados na Faculdade de Medicina do ABC e/ou Complexo de
Saúde e Campus Universitário. Além disso, durante o expediente de trabalho
compartilham áreas em comum do complexo de saúde (restaurante e refeitório),
sanitários, estacionamento e demais áreas comuns” – informou o MP.
Denúncia falsa
No final de abril,
a Fundação do ABC e o Centro Universitário FMABC foram vítimas de uma denúncia
anônima falsa, relacionada à campanha de vacinação contra a Covid-19 realizada
junto aos trabalhadores da Saúde que atuam no campus universitário, em Santo
André.
Desde o início, a
FUABC sempre foi transparente sobre a campanha de vacinação e enfatizou que
todos os seus colaboradores são trabalhadores da Saúde, com direito à vacinação
prioritária. A entidade, inclusive, mencionou que cidades do ABC já haviam
vacinado as equipes administrativas da Saúde e que todos, de fato, deveriam ser
imunizados.
“Antes mesmo da
denúncia anônima falsa ser divulgada na imprensa, a Fundação do ABC procurou
voluntariamente o Ministério Público para prestar todos os esclarecimentos. Sempre
tivemos convicção da lisura dos trabalhos realizados e sabíamos que era questão
de tempo para que a verdade aparecesse”, informa a presidente da FUABC, Dra.
Adriana Berringer Stephan.
Para a dirigente,
as decisões recentes fortalecem ainda mais a instituição, pois confirmam que a
Fundação do ABC foi vítima e que os trabalhos são conduzidos com seriedade,
probidade e transparência, em total concordância com o Termo de Ajustamento de
Conduta assinado em 2019 junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo.
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