Carlos Longo afirma que avaliação correta de preço é decisiva para sucesso de venda ou aluguel de imóveis

Por Portal Opinião Pública 16/12/2021 - 10:18 hs
Foto: Divulgação
Carlos Longo afirma que avaliação correta de preço é decisiva para sucesso de venda ou aluguel de imóveis
Carlos Longo destaca que diversos fatores devem ser levados em conta na hora de avaliar o preço

Proprietário da Classe A Imóveis, Carlos Longo também falou ao Jornal Opinião Pública sobre o atual momento do mercado imobiliário na cidade, na região e no país em meio ao recente aquecimento do setor 

A avaliação correta de preços para venda ou aluguel de um imóvel é um ponto crucial para o sucesso de uma negociação no mercado imobiliário. Pelo menos é isso o que afirma o empresário Carlos Longo, proprietário de uma das maiores e mais tradicionais imobiliárias de Mauá, a Classe A Imóveis. Com mais de 30 anos de experiência neste segmento, ele ponderou que este fator é tratado com o maior cuidado quando um cliente lhe procura para anunciar a venda ou aluguel de seu imóvel.

De acordo com Longo, o corretor de imóveis precisa respeitar uma série de variáveis que influenciam na avaliação antes de determinar o valor que será anunciado pois, caso o preço esteja fora dos padrões de mercado, o sucesso das negociações pode ser comprometido com o afastamento de potenciais clientes.

“A primeira avaliação do corretor de imóveis é extremamente importante”, disse o proprietário da Classe A Imóveis, que continuou: - “Quando colocamos a primeira placa de vende-se ou de aluga-se em um imóvel, os mais interessados naquela oportunidade são as primeiras pessoas que irão ligar. Mas quando o imóvel é avaliado com um valor superior àquilo que vale, essas pessoas jamais voltam a ligar”, afirmou.

Carlos Longo explicou que, em muitos casos, algumas avaliações fogem à realidade em relação ao valor de mercado do imóvel. Isso ocorre porque, alguns corretores não levam em consideração onde aquele imóvel está localizado, outro fator que ajuda a decidir o valor de qualquer moradia e consideram somente o preço pelo metro quadrado da unidade.

Ainda segundo ele, “todo imóvel tem três preços: o preço que o proprietário acha que vale, o preço que realmente vale e o preço que o mercado determina”. Desta forma, saber analisar corretamente a faixa de preço em que o imóvel se encontra pode definir se um negócio tem potencial ou não para ser fechado.

“Se você vê uma placa de aluga-se ou de vende-se com um valor totalmente desproporcional ao local, as pessoas que viram (o anúncio) jamais vão voltar a ligar. Você pode colocar dez placas depois que ninguém mais vai ligar, vão falar que o imóvel é muito caro”, apontou o experiente corretor.

Quanto ao seu método de análise, Carlos Longo – muito conhecido como Carlão - disse que sempre procura fazer a avaliação mais precisa possível de um imóvel pensando em sua venda ou aluguel, o que nem sempre ocorre com outras imobiliárias ou corretores, que aplicam um valor maior no imóvel mas que têm dificuldades em levar possíveis compradores ou locadores para visitações.

“Se eu chego em um cliente e falo que o valor da casa dele é de R$ 800 mil e outro corretor ou imobiliária avaliou em R$ 1,2 milhão, muitos vão deixar com o que avaliou por um valor maior. Mas se você chegar no proprietário e perguntar quantas vezes essa imobiliária ou corretor levou um cliente para mostrar o seu imóvel, em um ano, ele levou um ou nenhum. Então, quando o cliente vem fazer uma avaliação comigo, eu faço para vender em 30, 60, 90 dias. É um valor que vende o imóvel”, pontuou. 

Mercado aquecido

O proprietário da Classe A Imóveis também falou sobre o atual momento do mercado imobiliário em Mauá e na região, frisando a existência de um aquecimento do setor. Entretanto, Longo pondera que a maior parte das aquisições feitas atualmente acontece por parte de pessoas que se encaixam em programas habitacionais que facilitam a aquisição da casa própria, porém, em imóveis cada vez menores.

“Hoje o mercado está aquecido para quem usa o programa ‘Casa Verde e Amarela’ – que substitui o antigo Minha Casa Minha Vida. Você vai aprovar um financiamento junto de qualquer instituição financeira e o que acontece? A pessoa ganha em torno de R$ 2 mil e quanto ela pode financiar? R$ 100, 150 mil, mais o FGTS e um carrinho que ela possa vir a ter e consegue um imóvel de R$ 200 mil. E onde ela vai comprar um imóvel neste valor aqui, em Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul? Na nossa região não tem, a não ser apartamentos menores. O público que quer ter uma casa com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, duas vagas de garagem não vai encontrar com um valor inferior a R$ 250, 300 mil”.

Com isso, ele também aponta a tendência de comercialização de apartamentos cada vez menores, como o conceito de studios, que vêm se popularizando nos últimos anos.

“Nós lançamos, há dois, três anos, os primeiros studios de Mauá e em um instante vendemos todos. Outras pessoas também fizeram o mesmo e tiveram êxito. E a tendência hoje é que os apartamentos venham ser cada vez menores. São Paulo já tem apartamentos com 10 metros quadrados”, frisou.

Já para 2022, Longo acredita que o mercado imobiliário deverá manter o crescimento. “Tendo em vista que ano que vem é um ano eleitoral, acredito que o próprio governo deva injetar alguma coisa para alavancar a construção civil e com isso, acredito que (a situação) deverá melhorar para o setor”. 

Trabalho na pandemia 

Ainda em meio a pandemia de Covid-19, a Classe A Imóveis também conseguiu manter um trabalho sólido na cidade. Apesar de admitir que o período não foi dos mais fáceis, Carlos Longo contou que a imobiliária seguiu firme e até expandiu sua forma de atuação.

“Tivemos de reformular (o trabalho) e precisamos contratar uma pessoa para fazer nossas mídias digitais para que nós conseguíssemos nos manter”, afirmou o proprietário sobre o desafio de trabalhar em um cenário de tantas incertezas. “Não foi fácil, mas graças a nossa administração conseguimos nos adaptar bem e segurar a onda. Não dispensamos ninguém. Quando fomos obrigados a fechar, por força do lockdown, nós fechamos, mas seguimos trabalhando e isso tudo graças a administração que tivemos”, completou.

Além disso, Longo classificou como “fundamental” a ampliação de atuação da Classe A Imóveis nos meios digitais, garantindo que este trabalho seguirá crescendo nos próximos anos. “Não temos como parar. Agora, é primordial, nos aprofundarmos, cada vez mais, dentro das mídias digitais”.