Governo de São Paulo anuncia 700 novos leitos para apoiar municípios no combate à pandemia
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou no início desta quarta-feira (26) a ativação de 700 novos leitos exclusivos para atendimentos Covid-19 na rede hospitalar do estado. A decisão, de acordo com o tucano, é fundamental para apoiar os municípios diante do crescimento das estatísticas de internações e abrange leitos de enfermaria e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A Secretaria de Estado da Saúde reorganizou a rede para garantir a assistência à população em todas as regiões do estado.
Ao todo, serão abertos 266 leitos de UTI e 434 de enfermaria em hospitais de gestão estadual que receberão pacientes encaminhados por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS). Os novos leitos vão auxiliar na absorção da nova demanda de casos em unidades hospitalares de 14 regiões do Estado, incluindo capital e municípios da Grande São Paulo e as regionais de saúde de Araraquara, Baixada Santista, Barretos, Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté.
“Com o crescimento das internações pela Covid-19, o Governo do Estado tomou a decisão de ativar 700 novos leitos no decorrer dos próximos dez dias. Os leitos serão abertos em hospitais estaduais de todas as regiões de São Paulo”, disse Doria. “Neste momento, o foco da ampliação da rede estadual de Saúde está nos leitos de enfermaria já que, por conta dos elevados índices de vacinação aqui no Estado de SP, nós temos tido um agravamento menor da doença”, completou.
A novidade atende a uma demanda que já havia sido explicitada por diversos municípios nas últimas semanas. Nesta segunda-feira (24), representantes dos consórcios públicos da Região Metropolitana de São Paulo chegaram a se reunir virtualmente para solicitar, junto ao Governo Estadual, apoio para a ampliação da capacidade hospitalar e ajuda financeira aos municípios.
Participaram do encontro, representando o Grande ABC, o presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), e o secretário-executivo Acácio Miranda, além do presidente do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (Cioeste) e prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), e o secretário-executivo Jorge Lapas; do presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e prefeito de Guarulhos, Guti Costa (PSD), e o secretário-executivo Adriano Leite; e do presidente do Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste (Conisud) e prefeito de Embu das Artes, Ney Santos (Republicanos), e a secretária-executiva Brígida Sacramento.
“Esta é uma iniciativa extremamente importante, dada a representatividade da Região Metropolitana de São Paulo. Como os serviços ambulatoriais foram afetados com a alta de casos de influenza em conjunto com os de Covid-19, a ajuda é fundamental para que os municípios continuem atendendo a população”, pontuou Serra, na oportunidade.
Juntos, os consórcios representam 38 municípios da Região Metropolitana. De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde, a taxa atual de ocupação de leitos de UTI Covid na Grande São Paulo é de 65,5%, enquanto a enfermaria chega a 67%.
Medidas contra Covid-19 são mantidas no ABC
Já nesta terça-feira (25), os prefeitos das sete cidades do Grande ABC decidiram manter as medidas de combate à Covid-19. A decisão foi tomada durante uma assembleia extraordinária do Consórcio Intermunicipal, realizada por videoconferência.
Entre as restrições, que seguem valendo para toda a região, estão a apresentação do comprovante completo de vacinação contra a Covid-19 para a entrada em atividades esportivas e culturais, públicas e privadas, com limitação até 70% de ocupação.
No Grande ABC, entre 17 e 24 de janeiro, o número de casos diários de Covid-19 subiu de 120 para 1.039. No mesmo período, o número de óbitos diários passou de dois para nove.
O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra, ressaltou que o objetivo é reduzir a pressão do aumento do número de casos nas unidades básicas e de pronto atendimento nas cidades.
“A ajuda do Estado no custeio é importante para ampliarmos o número de leitos na região. O pico desse novo aumento de casos pode chegar ainda em fevereiro, por isso as cidades estão se preparando para enfrentar a situação da melhor forma possível”, afirmou.




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