“Corrupção em casos de saúde pública deveriam ser julgadas com base na lei de homicídio”, diz Junior Orosco

Por Portal Opinião Pública 10/02/2022 - 11:28 hs
Foto: Divulgação

Durante a pandemia do coronavírus, não foi apenas o vírus que matou a população. Muitos casos de desvio de verbas, destinadas ao combate à pandemia, foram descobertos Brasil afora. Segundo a Polícia Federal, até abril de 2021, foram 77 operações contra a corrupção neste âmbito, totalizando mais de 2 bilhões de reais desviados.

Para o empresário Junior Orosco, quem rouba da saúde deveria ser “responsabilizado e processado com base nas leis de homicídio”. Ele compara casos de corrupção na saúde, especialmente na pandemia, com os casos de assassinatos. “A pessoa que comete crime sanitário tem que ser julgada com a mesma lei de quem mata uma pessoa, porque é isso que ela faz. Ela mata na caneta”, afirma o empresário em seu programa “Entrevistas e Debates”.

Um dos casos de mais repercussão no país foi o da Operação SOS, onde 64 pessoas foram presas por desvio de R$ 500 milhões no Pará e interior de São Paulo. O grupo agia desde antes da pandemia, mas aproveitaram o momento de crise no país para expandir ainda mais as negociatas.

“Às vezes um bandido que dá dois tiros para o alto e acerta alguém com bala perdida mata muito menos do que um secretário de saúde que frauda uma licitação de remédio, por exemplo”, opina Junior.

E o raciocínio acaba sendo lógico. Até o fechamento desta matéria, o Brasil tinha 633 mil mortes confirmadas pelo vírus que assolou o mundo todo. Em cima deste número, quantas vidas poderiam ser salvas pelo simples ato de ser honesto? Dinheiro que poderia ser disponibilizado para compra de oxigênio, como no caso do Amazonas, que colapsou e pessoas morreram sufocadas dentro do hospital.

“É triste que as pessoas não se unam frente ao que, possivelmente, é o maior problema que o nosso país já enfrentou. Pessoas morrendo e mesmo assim não conseguem manter o mínimo de caráter e honestidade”, finaliza Junior Orosco.