Maior evento esportivo do mundo os Jogos Olímpicos sempre trazem excelentes histórias. Das quebras de recordes aos momentos de superação, dos exemplos de espírito esportivo aos desempenhos fenomenais de grandes atletas e equipes, a cada quatro anos novas jornadas marcam a memória de fãs e amantes dos esportes. E há exatas três décadas, durante os jogos de Barcelona, na Espanha, um destes enormes capítulos do ciclo olímpico foi escrito por doze homens que, diante dos olhares encantados de milhões de espectadores ao redor do mundo, formaram uma das maiores equipes já reunidas em qualquer modalidade e transformaram a maneira como seu esporte era visto e apreciado. Falo do Dream Team norte-americano de basquete.
Formado por jogadores profissionais da NBA, que na época já era a maior liga de basquete do mundo, o time dos sonhos chegou à Barcelona com a missão de recolocar os Estados Unidos no topo da modalidade, após derrotas para o Brasil na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianapolis (primeira derrota da seleção americana jogando em seu país, inclusive) e das medalhas de bronze, nas Olimpíadas de 1988, em Seul; na Copa do Mundo de 1990, na Argentina; e nos Jogos Pan-Americanos de 1991, em Havana. Contudo, a equipe foi muito além de simplesmente conquistar o ouro olímpico.
Treinado por Chuck Daly e com um elenco recheado de estrelas como Michael Jordan e Scottie Pippen (Chicago Bulls); Magic Johnson (Los Angeles Lakers); Larry Bird (Boston Celtics); John Stockton e Karl Malone (Utah Jazz); Patrick Ewing (New York Knicks); David Robinson (San Antonio Spurs); Charles Barkley (Phoenix Suns); Chris Mullin (Golden State Warriors); Clyde Drexler (Portland Trial Blazers); e um único jogador universitário, Christian Laettner, convocado como forma de manter a tradição da participação de atletas amadores neste tipo de competição, o Dream Team transformou seus jogos em verdadeiros eventos televisionados para todo o planeta.
A cada partida, um novo ESPETÁCULO (sim, com letras garrafais) era oferecido aos fãs de esportes, que paravam o que estivessem fazendo para acompanhar aquele esquadrão derrotar seus adversários com extrema facilidade. Durante a campanha, os americanos enfileiraram oito vitórias, sendo as cinco primeiras na fase de classificação diante de Angola (116x48), da Croácia (103x70), da Alemanha (111x68), do Brasil (127x83) e da Espanha (122x81). Nas quartas de final, Porto Rico (115x77) não foi páreo. Nas semifinais, a Lituânia (127x76) foi esmagada. E na decisão pelo ouro, nova derrota dos croatas (117x85), no jogo mais “difícil” para o selecionado americano. Todas as partidas terminaram com diferença superior a 30 pontos em prol do time dos sonhos.
Entretanto, os placares elásticos eram um mero detalhe, pois todos sabiam que os ianques venceriam suas partidas, tamanha a diferença de desempenho entre eles e seus rivais. O que ficou realmente marcado era a forma exuberante como os americanos jogavam. Eles eram capazes de defender com vigor, de encontrar belas assistências, de arremessar bem bolas de dois ou de três pontos e de levantar o público com bandejas, enterradas e jogadas de efeito que tiravam o fôlego dos espectadores. Até mesmo os oponentes se rendiam àquela magia. O nível era tão alto, tão absurdo que ninguém era capaz de ficar indiferente ao esquadrão dos sonhos.
Com o devido distanciamento histórico em relação àqueles dias mágicos, é possível enxergar com clareza o impacto que o Dream Team trouxe ao basquete mundial. Foi ali, por exemplo, que muitas crianças e jovens tiveram seu primeiro contato com a modalidade, o que gerou um interesse genuíno pelos ídolos que elas viam pela TV e pela prática daquele esporte.
A NBA também passou a ter uma visibilidade muito maior, uma vez que muitas pessoas queriam ver de onde saíram aqueles superatletas. Embora já fosse grande, a liga norte-americana se beneficiou do interesse vindo de todos os cantos do mundo para crescer vertiginosamente nos anos seguintes. E se hoje temos facilidades para acompanhar qualquer jogo da NBA, parte disso se deve ao SUCESSO daquele time.
E os próprios jogadores também desfrutam daquele curto período até hoje, ao serem lembrados como integrantes do “Dream Team Original”, já que a alcunha se popularizou e passou a acompanhar as seleções norte-americanas que vieram na sequência (e até mesmo as que acabaram derrotadas em Olimpíadas e Mundiais).
Em 2010, o Dream Team foi condecorado com um lugar no Hall da Fama do Basquete como um dos grandes times da história. E não tinha como ser diferente, afinal, onze dos doze jogadores daquele elenco viriam a integrar, individualmente, o mesmo Hall da Fama, sendo que dez deles (Mullin é a exceção) ainda fizeram parte da lista dos 50 maiores jogadores dos primeiros 50 anos de história da NBA.
Mesmo depois de três décadas após a conquista incontestável da
medalha de ouro em Barcelona, o Dream Team segue vivo na memória dos fãs que
tiveram o privilégio de acompanhá-lo. E isso demonstra a grandeza desta equipe,
o impacto gigantesco que ela teve no mundo dos esportes e porque ela está entre
os maiores acontecimentos da história dos Jogos Olímpicos da era moderna.
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