O Brasil é um país corrompido – mas isso pode mudar!

Por Portal Opinião Pública 22/09/2022 - 09:54 hs
Foto: Divulgação

Por Monica Rosenberg

O Brasil é um país corrompido. Infelizmente essa é a percepção da maioria dos brasileiros e de muitas pessoas em todo o mundo. Mais infelizmente ainda, eles não estão errados.

Ocupamos a posição 98 no ranking de 180 países avaliados no Índice de Percepção da Corrupção – IPC, publicado anualmente pela Transparência Internacional, ONG alemã que monitora a corrupção no mundo.

Este índice é considerado o principal indicador da corrupção global. Nele são atribuídas notas de 0 a 100, sendo que quanto maior a nota, menor é a percepção de corrupção no país. A nossa percepção de corrupção tem nota 38. A maior nota de 2021 foi obtida pela Dinamarca, 88 pontos, e o pior resultado foi o do Sudão do Sul, com apenas 11 pontos.

Nossa situação é triste e revoltante, mas de forma alguma surpreendente. Vivemos no Brasil uma sucessão de escândalos com repercussão internacional. Passamos nas últimas décadas por Mensalão, Petrolão, prisão de ex-presidente, eleição de político carreirista com família envolvida em escândalos de rachadinha, corrupção com dinheiro da educação destinado a pastores... Enfim, incontáveis vergonhas.

Em todas elas, não vimos punição. Não assistimos corruptos confessos sendo execrados pela sociedade. Não tivemos correções em nossa legislação que sinalizassem que esses crimes não compensam.

É este cenário, essa sensação de impunidade, seja no âmbito legal, ou no social, que leva os políticos brasileiros a se sentirem confortáveis no delito. Por que não fazer, se nada acontece àqueles que fazem? Esta é a lógica dos imorais que dilapidam o patrimônio público, acirrando a pobreza e a falta de assistência aos brasileiros que precisam.

Em meio à sucessão de casos de corrupção, do mais alto aos mais baixos escalões da gestão pública, tivemos também o afrouxamento - pelo Congresso Nacional, de leis importantes, como a Lei da Ficha Limpa e a Lei de Improbidade Administrativa, ambas modificadas para tornar mais brandas as punições pelo roubo ou mau uso do dinheiro público.

O problema da corrupção é um câncer no Brasil, e só vai ser resolvido quando ampliarmos a consciência política da nossa população, e ensinarmos cada pessoa que o seu voto pode eleger corruptos, ou pode eleger pessoas honestas.

Estamos às vésperas de um novo pleito e temos a chance de preencher nossas Casas Legislativas de pessoas bem-intencionadas, que querem de fato melhorar a vida das pessoas, e não se locupletar com benesses sem sentido oferecidas a quem deveria estar a serviço do povo.

Neste sentido, tenho muito orgulho de ser candidata a deputada federal pelo Novo, o único partido que não usa o vergonhoso Fundo Eleitoral de R$ 5 bilhões. Somos também os únicos que abrem mão de benefícios estapafúrdios como carros oficiais, auxílio paletó e tantos outros penduricalhos que desviam para o bolso de políticos o recurso que deveria estar sendo usado para fins que interessam muitíssimo mais aos brasileiros, como saúde e educação.

A política nem sempre foi um caminho óbvio para mim. Mas como advogada me envolvi com a pauta do combate à corrupção e fui percebendo o quanto mudar esse cenário é crucial para o Brasil, país que tanto amo. Temos que punir exemplarmente quem rouba dinheiro público e fiscalizar diuturnamente quem tem as chaves dos cofres, focando na prevenção para reduzir as oportunidades de corrupção.

Um país corrupto não educa direito, não oferece saúde digna e não dá aos seus o mínimo necessário para prosperar. Eu sou Monica Rosenberg, advogada, especialista em combate a corrupção e, mais do que tudo, uma cidadã que decidiu colocar a mão no vespeiro para ajudar o Brasil.