Mauá volta a se destacar no avanço da coleta e tratamento de esgoto
Mauá voltou a ser premiada no último dia 9 de agosto pelo
Instituto Trata Brasil, em evento que foi realizado na sede da FGV (Fundação
Getúlio Vargas), na capital paulista. Dessa vez, a cidade foi escolhida para
receber o troféu na categoria “Municípios do Ranking do Trata Brasil com
Melhores Evoluções no Tratamento de Esgoto” e, ainda, convidada a participar de
um painel técnico para debater as soluções que resultaram no destaque, ao lado
de outros municípios vencedores dessa categoria.
Atualmente o município se destaca como uma das cidades que
mais avançou nos últimos anos, com 89% de tratamento de esgoto, o melhor índice
da Região Metropolitana de São Paulo. O percentual de 93% da coleta do efluente
também é um índice expressivo na região. É importante ressaltar que, em
novembro de 2022, Mauá foi uma das cidades reconhecidas pelos avanços nos
serviços de esgotamento sanitário na sexta edição do prêmio, com o objetivo de
prestigiar quem apresenta evolução nos indicadores de saneamento e incentivar
outras regiões a voltarem seus esforços para a universalização dos serviços
básicos.
O avanço dos indicadores de saneamento foi possível após a
BRK realizar investimentos, que já ultrapassam R$ 260 milhões para a ampliação
do sistema de esgotamento sanitário da cidade, possibilitando uma importante
evolução no processo de despoluição dos córregos e cursos d´água que cortam o
município.
Mauá acolhe a nascente do Rio Tamanduateí, terceiro maior
afluente do Rio Tietê e a sua nascente foi uma das principais beneficiadas
com a retirada do esgoto anteriormente nela lançado. Os córregos Taboão e
Itrapoã que cortam os bairros Jardim Adelina, Itapeva, Jardim Camila,
Primavera, Jardim Luzitano e Vila João Ramalho, no Parque São Vicente, além do
Córrego Bocaina que percorre os bairros da Vila Bocaina, Vila Guarani e Jardim
Itapark, também já apresentam melhorias na qualidade das águas que correm por
seus leitos.
Os investimentos elevaram de 77% para 93% o índice de
coleta e afastamento de esgoto, além de passar de 0 para 89% o índice de
tratamento de esgoto, permitindo a construção de seis estações de
bombeamento na cidade, a implantação da Estação de Tratamento de Esgoto
(ETE) e a extensão de mais 615 quilômetros de redes de esgoto, além
de obras para interligação dessas redes coletoras de todas as sub-bacias
que margeiam os principais córregos do município.
A professora Sandra Regina do Nascimento, moradora da
cidade, é testemunha das mudanças que o Rio Tamanduateí, um dos principais
afluentes do Tietê, em Mauá, São Paulo, passou até que o acesso a água e esgoto
fosse ampliado. Na sua infância, quando a cidade de Mauá tinha cerca de dois
mil habitantes, o esgoto a céu aberto se misturava a um rio ainda balneável
onde Sandra e outras crianças brincavam. Já na adolescência, com o crescimento
da população, o mau cheiro e a quantidade de mosquitos por conta do esgoto
perto de casa era motivo de vergonha, ao receber as amigas em casa. Só a partir
de 2003 que a cidade passou a contar com saneamento adequado.
Como educadora, ela toca o projeto “Guaruzinho”, em
referência a espécie de peixes Garu, encontrados no leito do Rio Tamanduateí,
por meio do qual leva estudantes ao Parque da Gruta, nascente do rio, e à Estação
de Tratamento de Mauá, da BRK, para mostrar a importância do saneamento na
qualidade de vida:
“Há vinte anos, o nosso tratamento de esgoto (na cidade) era
zero. De 2015 para cá, a gente está com uma cobertura de 89%. Então, tenho
sempre esperança”.




Professor Fernando da Informática - Desafios da inteligência artificial no âmbito social e profissional
Daniel Alcarria - Nossa Mauá ontem e hoje
Editorial Revista SUCESSO - Editorial Revista SUCESSO - Edição 109
Dra. Paula Franco Freire Biason - Médica Veterinária - Ansiedade canina
Dra. Carolina Tavares de Sá - O advento da tecnologia e a utilização das ferramentas de inteligência artificial pelo Poder J...