Busca por combustível gera longas filas em postos de Mauá

Por Portal Opinião Pública 30/05/2018 - 09:58 hs
Foto: Portal Opinião Pública

 

A greve dos caminhoneiros, iniciada na última semana, tem causado uma verdadeira corrida por combustível em diversas cidades, inclusive em Mauá. Nos últimos dias, filas gigantescas se formaram ao redor de diversos postos de combustível da cidade com motoristas esperançosos em abastecer seus veículos. Contudo, poucos tiveram sorte.

Com a paralisação dos caminhoneiros, poucos postos em diversos estados têm recebido os carregamentos rotineiros de gasolina, etanol e diesel. Segundo Aurélio Amaral, diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), apesar da melhora recente com a redução da greve, a situação do abastecimento ainda demorará cerca de uma semana para ser normalizada. E com isso, muitos desses estabelecimentos passam dias parados, esperando a chegada de combustível.

Percorrendo alguns postos da região central da cidade nesta terça-feira (29), para conversar com motoristas e responsáveis sobre as condições em que eles se encontram, a equipe de reportagem do Jornal Opinião Pública se deparou com filas intermináveis de motoristas à espera de uma solução para o problema.

Em um posto da bandeira Ipiranga, localizado no Jardim Pedroso, a expectativa pela chegada de combustível na terça fez com que uma longa fila de carros se formasse perto das 12h. Segundo o responsável pelo posto, a previsão era de que um caminhão carregado de combustível chegasse ainda naquele dia. Porém, não havia um horário exato para essa chegada, o que levou muitos motoristas a esperarem por horas.

Último da fila para abastecer no local, por volta das 13h30, o motorista Thiago Santos decidiu tentar a sorte ao ver a movimentação nas ruas em volta ao posto. Perguntado se conhecia alguém que havia abastecido seu carro durante os dias de greve, ele afirmou que um amigo havia conseguido em Santo André, mas ninguém em Mauá.

Filas gigantescas também foram vistas em dois postos da bandeira Shell, uma na Avenida Portugal e outro na esquina das Avenidas Governador Mario Covas e Antonia Rosa Fioravantti, e no posto Iezzo, na Rua Luis Mariani. Nestes últimos, o combustível que chegou na segunda-feira acabou rapidamente.

Já no posto da bandeira BR, da Avenida Capitão João, quem estava na fila teve mais sorte, uma vez que um caminhão carregado de combustível chegou ao estabelecimento por volta das 13h. Bom para o construtor de pneus Jeferson Alves Dias, que estava na fila desde as 5h20 e conseguiu abastecer. Segundo ele, essa não era sua primeira tentativa de abastecer seu carro. “Tentei abastecer no posto atrás do Bradesco (posto Iezzo), mas acabou o combustível enquanto eu estava na fila”, disse Dias, que contou que um vizinho e seu sobrinho conseguiram abastecer no Iezzo. Além disso, o construtor de pneus afirmou que apoiava os protestos, mas achava que os caminhoneiros “pisaram na bola após aceitarem o acordo e não normalizarem a situação”.

Apesar da chegada do combustível, os funcionários do posto acreditavam que a remessa acabaria rapidamente. Além disso, não havia previsão de reabastecimento do estoque.

Com a falta de combustível na cidade, a Prefeitura de Mauá soltou um comunicado informando que atualmente tem trabalhado os serviços municipais de maneira emergencial, para garantir que a rotina do mauaense não fosse afetada. Confira abaixo a nota, postada nas mídias sociais da Prefeitura:

A Prefeitura de Mauá informa que trabalha os serviços municipais de maneira emergencial em virtude do desabastecimento de combustível na cidade, gerado pela greve dos caminhoneiros.

A coleta de lixo que seria realizada no último sábado (26/5) foi transferida para segunda-feira (28/5), por se tratar de um dia em que o despejo de lixo é maior que em outros dias da semana. O serviço não será realizado nesta terça-feira (29/5), porém, a previsão é de normalização na quarta-feira (30/5).

Por isso recomendamos aos moradores que neste período o lixo seja mantido dentro de casa ou em locais altos para que fique longe de animais que possam rasgar os sacos, evitando a poluição das vias públicas.

O transporte público está operando as linhas municipais de ônibus de forma reduzida. A operação é de 60% da capacidade total do sistema municipal.

Os demais serviços públicos em áreas como Saúde, Educação, Segurança e Zeladoria também funcionam de forma emergencial, porém, sem afetar a rotina de trabalho. Não se preocupe, estamos agindo com estratégia e garantindo que nossos recursos sejam suficientes para superarmos os reflexos do desabastecimento.