O Museu Barão de Mauá sofre com a violência. A falta de segurança já resultou em cinco invasões ao casarão nos últimos três meses. Eletrodomésticos para uso dos funcionários e 23 peças de cerâmica de coleção e que estavam expostos foram furtados.
Só no último fim de semana, a casa foi invadida duas vezes – na madrugada de sexta-feira (22) para sábado (23) e na de sábado para domingo (24). De acordo com funcionários, os assaltantes entraram no local após subir em ponto de ônibus que fica junto à cerca, na parte de trás do imóvel. Os invasores arrombaram cadeados, portas e janelas, quebraram prateleiras e armários e danificaram arquivos.
Segundo o representante da sociedade civil no Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico) de Mauá, Vlademir Dorigon da Silva, a parte mais afetada do museu foi o anexo onde fica a cozinha, o almoxarifado e o banheiro. “Do anexo, levaram um microondas, um botijão de gás e se preparavam para levar a geladeira. Ainda deixaram tudo revirado e quebrado”, acrescentou.
Em março, durante a primeira invasão, 23 peças da exibição foram furtadas. São itens de louça pintados à mão, entre xícaras, pires e bules, produzidas no século XX pela Porcelana Mauá, famosa fábrica que consagrou a cidade como capital da porcelana. As peças eram emprestadas ao museu e pertenciam a um colecionador particular. Itens similares podem ser encontrados no site Mercado Livre pelo custo de R$ 150 (apenas uma xícara).
Devido à falta de segurança, colecionadores não confiam mais suas exibições ao museu. Na última quinta-feira (21), o estabelecimento recebeu a exposição Da Água ao Aço: A Tecnologia Medieval, que deveria continuar até o próximo fim de semana. Porém, após os assaltos, a mostra foi cancelada e os itens, retirados do casarão. “Ninguém mais se sente confiante em deixar sua coleção aqui”, diz Silva.
O Condephaat solicitou reforço da segurança à GCM (Guarda Civil Municipal), que direcionou um agente para ficar de vigia durante a noite nesta semana. “Os funcionários encontram-se em situação que não condiz com condições dignas de trabalho. Além de não saber se no dia seguinte terão um acervo para cuidar. E na semana que vem, como fica?”, questiona Silva.
Outro problema enfrentado pelo Museu Barão de Mauá é a falta de manutenção da estrutura. A casa é feita de taipa de pilão e telhas de barro, e, hoje, com cerca de 300 anos de idade sofre com infestações de cupins. “Tem duas passagens interditadas com risco de queda e a escada para o segundo andar também foi fechada”, informa um dos funcionários, que preferiu não se identificar. O casarão é um dos últimos que remontam ao cenário colonial paulista do Estado, sendo tombado como patrimônio histórico em 1982.
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