A dor lombar crônica, já
reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal causa de
incapacidade no mundo, afeta mais de 619 milhões de pessoas e pode alcançar 843
milhões até 2050. O cenário reforça a preocupação com fatores de risco como o
sedentarismo, sobrecarga física e alterações na composição muscular. Um estudo
publicado na revista The Lancet Regional Health – Europe indica que o acúmulo
de gordura entre os músculos também pode estar associado ao avanço da
lombalgia, ampliando a necessidade de cuidados desde a infância.
Com o verão e as promessas de ano
novo, o ortopedista Marcelo Ruck, da Santa Casa de Mauá, observa um aumento na
procura por atendimento relacionado a dores na região lombar. Entre alguns dos
fatores que favorecem o surgimento do problema estão as viagens mais longas,
atividades físicas intensas e mudanças bruscas na rotina. “O corpo é mais
exigido nessa época e muitas vezes sem o preparo adequado. Esforços repentinos,
posturas incorretas e excesso de carga formam uma combinação perigosa para a
coluna”, explica.
A lombalgia é caracterizada pela
dor na parte inferior das costas e pode atingir pessoas de todas as idades,
variando de um desconforto até quadros incapacitantes. São comuns casos
associados à prática de esportes sem aquecimento prévio, caminhadas
prolongadas, transporte inadequado de malas ou peso, além de longos períodos
sentados em posições desconfortáveis. A desidratação também reduz a resistência
muscular.
O alerta, no entanto, não se
restringe aos adultos. Com a proximidade do retorno às aulas, outro fator
merece atenção: o peso excessivo das mochilas escolares. Crianças e
adolescentes que carregam materiais acima do recomendado podem desenvolver
dores precoces na coluna, alterações posturais e sobrecarga lombar. O uso
diário de mochilas muito pesadas, quando carregadas de forma inadequada, pode
gerar impactos importantes na saúde da coluna ainda em fase de desenvolvimento.
A recomendação é que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso corporal da
criança e que o uso seja feito com as duas alças ajustadas corretamente.
Os sintomas da lombalgia variam
desde rigidez e dor localizada até episódios mais intensos, com espasmos
musculares ou irradiação para os membros inferiores. Situações em que a dor
persiste por vários dias, retornando com frequência ou acompanhada de
formigamento, perda de força ou alterações na marcha exigem avaliação médica
imediata.
O diagnóstico é baseado em
avaliação clínica detalhada e exame físico criterioso. Os exames de imagem,
como radiografias ou ressonância magnética, são solicitados quando há suspeita
de alterações estruturais ou quando o paciente não responde ao tratamento
inicial. A abordagem terapêutica é individualizada e, na maioria dos casos,
envolve medicação, fisioterapia focada no fortalecimento muscular, reeducação
postural e alongamentos. Em quadros mais complexos, tratamentos
intervencionistas ou cirúrgicos podem ser indicados.
O Hospital Santa Casa de Mauá
está localizado na Avenida Dom José Gaspar, 1.374 - Vila Assis - Mauá - fone
(11) 2198-8300. https://santacasamaua.org.br/.
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