A aposentadoria, muitas vezes
vista como o momento ideal para descanso após décadas de trabalho, pode trazer
consequências inesperadas para a saúde física quando ocorre sem planejamento de
rotina e manutenção da atividade corporal. A redução brusca do movimento diário
está diretamente associada ao aumento de dores articulares, perda de massa
muscular e piora de doenças ortopédicas já existentes.
De acordo com o ortopedista
Marcelo Ruck, da Santa Casa de Mauá, o principal impacto observado nos
pacientes aposentados está relacionado ao sedentarismo repentino. “Quando a
pessoa deixa de trabalhar, ela também reduz automaticamente o nível de
atividade física que fazia sem perceber, como caminhar, subir escadas e
permanecer em movimento ao longo do dia”, explica.
Essa queda de mobilidade favorece
a perda progressiva de massa e força muscular - condição conhecida como
sarcopenia, compromete a estabilidade das articulações, desgastes e sobrecargas
da coluna, joelho e quadris, além da piora da hipertensão e aumento do risco
cardiovascular. A falta de movimento também aumenta o risco de quedas, uma das
principais causas de internação entre idosos e que compromete a autonomia
funcional ao longo dos anos.
Manter o corpo ativo é uma das
medidas mais eficazes para preservar a qualidade de vida após a aposentadoria.
Mesmo após parar de trabalhar, é fundamental estabelecer uma rotina com
exercícios regulares, entre os mais indicados estão: fortalecimento muscular
supervisionado, alongamento para manutenção da mobilidade articular, caminhadas
regulares, atividades de equilíbrio e coordenação motora, hidroginástica e pilates.
O ortopedista reforça que não é
necessário iniciar atividades de alto impacto, o importante é contar com um
programa individualizado, que respeite a idade, o histórico clínico e as
limitações articulares. “Esses exercícios são o suficiente para gerar benefícios,
proteger as articulações, melhorar a postura, reduzir dores e retarda a
progressão de doenças ortopédicas degenerativas.
Outro ponto de atenção é que
muitos aposentados procuram atendimento médico apenas quando a dor já está
intensa, o que dificulta o tratamento. “A cautela ainda é o melhor caminho. A
prática orientada de atividades físicas, acompanhamentos periódicos e cuidados
com o peso corporal fazem grande diferença na saúde ortopédica ao longo do
envelhecimento”, completa o médico Marcelo Ruck.
A aposentadoria deve ser encarada
como uma fase de reorganização da rotina, na qual movimento, socialização e
novos hábitos saudáveis são fundamentais para garantir envelhecimento ativo,
autonomia e bem-estar.
O Hospital Santa Casa de Mauá
está localizado na Avenida Dom José Gaspar, 1.374 - Vila Assis - Mauá - fone
(11) 2198-8300. https://santacasamaua.org.br/.
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