Tubulações estão enterradas
sob as ruas da cidade, chegam a 9 metros de profundidade e formam uma estrutura
que percorre o município
Existe uma parte de Mauá que
pouca gente conhece: ela está debaixo das ruas. São 615 quilômetros de redes de
esgoto que formam uma extensa infraestrutura subterrânea. A BRK, responsável
pelos serviços de esgotamento sanitário no município, opera e mantém essa
estrutura para garantir a distribuição de água e a coleta e o encaminhamento do
esgoto até o devido tratamento.
Se toda a rede de esgoto fosse
retirada do subterrâneo e colocada em uma única linha reta, ela teria extensão
suficiente para chegar à cidade de Belo Horizonte (MG), em uma distância de
aproximadamente 596 quilômetros.
Os números ajudam a dimensionar
uma estrutura que, justamente por estar escondida, costuma passar despercebida
no dia a dia. E não são apenas quilômetros de tubulação: as redes de esgoto
coletam toda a água que foi utilizada nos imóveis - após os banhos, lavagem das
louças e roupas e da descarga dos banheiros - e direciona o efluente para um
interceptor com diâmetro de 1.200 milímetros.
O interceptor margeia todo o
leito do rio Tamanduateí e atravessa toda a cidade transportando o esgoto
coletado no município por gravidade até a estação de tratamento (ETE – Mauá).
É importante destacar que o
esgoto precisa de uma velocidade mínima para escoar em gravidade adequadamente.
Se a velocidade for muito baixa, os sólidos sedimentam dentro da tubulação e se
for muito alta, pode ocorrer desgaste nas estruturas que transportam os
efluentes e gerar sulfeto de hidrogênio (H₂S) em determinados trechos.
Tubulações de diferentes
tamanhos
Assim como uma cidade possui ruas
de diferentes dimensões e funções, as redes também são formadas por tubulações
de diferentes diâmetros.
Na rede de esgoto de Mauá, os
tubos variam de 150 a 1.200 milímetros de diâmetro. A profundidade também varia
conforme as características de cada trecho, sendo a profundidade média de 1,70
metros e a máxima de 9 metros.
Diferentes materiais fazem
parte da rede
As redes de saneamento também são
formadas por tubulações de diferentes materiais. Em Mauá, são utilizados
principalmente cerâmica e PVC.
A presença de diferentes
materiais e dimensões faz parte da própria composição das redes, que são
estruturadas de acordo com as características e necessidades de cada trecho.
São soluções como essa que ajudam
a explicar por que o saneamento não termina na ligação de um imóvel à rede.
Existe uma infraestrutura extensa, instalada em diferentes profundidades e
condições, que precisa ser continuamente operada e mantida para que água e
esgoto sigam seus caminhos.
Série “O saneamento que você
não vê”
Conhecer essa estrutura também
ajuda a entender por que atitudes que parecem pequenas podem fazer diferença
para o funcionamento do saneamento.
É esse universo que normalmente
não aparece aos olhos da população, mas que está presente diariamente sob as
ruas da cidade, que a série “O saneamento que você não vê” vai apresentar.
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