Mauá está realizando uma semana inteira dedicada ao combate do mosquito Aedes aegypti. A ideia é mostrar que o problema pode ser tão grande que apenas um único dia D não basta. Por isso, foi elaborado um cronograma de atividades que deve orientar os munícipes, sensibilizar agentes de saúde e priorizar as visitas porta a porta.
Os registros mais recentes de casos de dengue, chikungunya, zika e febre amarela em Mauá demonstram queda significativa. Em 2017, foram registrados 16 casos de dengue, em 2018 o número caiu para nove e em 2019 até o momento apenas um caso foi registrado. Com relação a chikungunya, em 2017 foram registrados três casos, em 2018 foi registrado apenas um caso e em 2019 até o momento nenhum caso foi registrado. Zika e febre amarela não tiveram casos registrados na cidade em 2017, 2018 e em 2019 até o momento.
As ações para orientar os munícipes e os agentes comunitários de saúde e colaboradores das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) são variadas. Até esta quarta-feira (13) haverá uma maquete no terminal de ônibus central e nos dias 14 e 15 de fevereiro será realocado para o Paço Municipal. Durante a semana, os agentes participam de rodas de conversa sobre o processo de trabalho que deve ser feito casa a casa e também realizarão as visitas, combatendo o mosquito.
Crianças e jovens também têm um papel fundamental para descentralizar as informações. Os gestores e professores das escolas da Rede Municipal de Ensino de Mauá abordarão o tema Aedes aegypti de maneira lúdica com os alunos da Educação Básica – Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e Educação de Jovens e Adultos (EJA). As atividades são realizadas por meio de músicas, leitura e contação de histórias, brincadeiras, confecção de painéis e palestras.
Outras ações desenvolvidas nas escolas são trabalhos elaborados juntos aos alunos, ensinando a jogar lixo no lixo para que os recipientes não fiquem na natureza acumulando larvas. Afinal, a preocupação da SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias), é com a possibilidade do aumento do número de casos devido às temperaturas elevadas e a grande quantidade de chuvas, por isso é necessário redobrar os cuidados na eliminação de possíveis criadouros do mosquito.
Segundo Ministério da Saúde, 250 cidades de São Paulo estão em alerta contra aedes aegypti
Um balanço do Ministério da Saúde mostrou que cerca de 250 cidades no Estado de São Paulo estão em situação de alerta contra o mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. De acordo com o relatório, 300 casos relacionados às três doenças e 1.170 casos suspeitos foram confirmados em somente cinco desses municípios, com a maioria dos casos sendo registrados nas cidades de Orlândia e Igarapava.
Segundo os dados da pasta, pelo menos 500 casos suspeitos das doenças aconteceram em Igarapava. Já em São Joaquim da Barra, quatro mortes por dengue foram confirmadas pelas autoridades. Além disso, o Ministério da Saúde mapeou um trecho de 80 km na Rodovia Anhanguera onde se concentram a maioria dos casos de dengue na região de Ribeirão Preto, uma das maiores cidades do interior paulista. De acordo com as informações da pasta, a grande circulação de pessoas nas cidades desta região ajuda a aumentar a proliferação da doença.
Para haver mais efetividade no tratamento da dengue, é fundamental um diagnóstico precoce quando há a suspeita da doença. Para isso, é necessário realizar tanto um diagnóstico clínico, com a avaliação dos sintomas – que podem ser dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento - como a realização do exame laboratorial. Já o tratamento é feito com a ingestão de muitos líquidos, como água, sucos e isotônicos. Já bebidas alcoólicas ou gaseificadas, como refrigerantes, devem ser evitadas.
Além disso, a prevenção também é uma forma importante de combater à doença. Por isso, evite deixar água parada em pneus, vasos, garrafas ou qualquer tipo de recipiente.
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