São Caetano é considerada a cidade mais segura para jovens no País

Por Portal Opinião Pública 12/12/2017 - 10:32 hs
Foto: Antonio Milena / Veja

São Caetano é a cidade mais segura para jovens – com idade entre 15 e 29 anos, conforme o Estatuto da Juventude (Lei 12.852/13) – em todo o País. Isso é o que mostra a quinta edição do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, divulgado na última segunda-feira pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura) em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O indicador classifica 304 municípios com mais de 100 mil habitantes a partir da análise das condições de vida da população jovem em diversos segmentos, como exposição à violência, seja ela no trânsito ou por homicídio; permanência na escola e escolaridade; forma de inserção no mercado de trabalho e contexto socioeconômico. A edição de 2017 tem como referência dados de 2015.

O índice divulgado na segunda-feira reforça a constatação de que as taxas de homicídios de jovens no Brasil não param de crescer desde a década de 1980, tendo atingido números endêmicos em 2015.

Assim como São Caetano, Santo André e São Bernardo integram o grupo 1, que indica baixa vulnerabilidade (índice até 0,300). Em todo o País, 81 cidades estão nesta lista, sendo o segundo colocado Itatiba (nota 0,201), e, Indaiatuba (taxa 0,203), o terceiro, ambas cidades no interior de São Paulo.

Já Mauá e Ribeirão Pires aparecem no grupo 2, com média-baixa vulnerabilidade juvenil à violência, ao lado de outros 67 municípios. Da região, apenas Diadema aparece no grupo 3, classificado como de média vulnerabilidade, junto de outras 94 cidades. Rio Grande da Serra não aparece no levantamento, já que possui menos de 100 mil habitantes (tem 48.076 mil).

Em contrapartida, a cidade considerada mais perigosa para jovens do País é Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. A segunda colocação ficou com Altamira, no Pará, e São José do Ribamar, no Maranhão, que aparece no terceiro lugar do ranking nacional – todas estão no grupo 5, consideradas de muito alta vulnerabilidade.

Fonte: Diário do Grande ABC